segunda-feira, 30 de Novembro de 2009

com o subsídiozinho de natal...,

a juntar à continha do banquete, há que abrir os cordões para mais um Audi e um BMW, dado a pressa dos senhores funcionários públicos. O Zé paga!

solidariedade natalícia

O senhor Silva, presidente desta coisa, oferece hoje o jantarinho aos participantes na comovedora cimeira ibero-americana, obviamente, endereçando a respectiva continha aos infelizes contribuintes.

Na melhor tradição judaico-cristã, sentimos-nos aliviados, por matar a fome a estes necessitados transnacionais. Miséria, não é só por cá.

quarta-feira, 25 de Novembro de 2009

notícias verdadeiramente importantes

Carolina Salgado está com gripe A.

juntar um pé-de-meia, é crime?

entre desmentidos e juras por estes dois que a terra há-de comer, o caminho já foi apontado pelo faz-fretes do PS. Aumento dos impostos, taxas e emolumentos, que é a única estratégia económica conhecida da gajada da política nacional. Em termos populares, escorropichar o contribuinte, esse nababo auferente de salários de mais de 450 euros.

O mesmo gado, aparece a toda a hora nas televisões, sorridente e bem disposto, às portas dos tribunais, a contas com averiguações várias mas, confiante e certo de que as ditas irão parar ao sítio do costume.

Perante isto, um gajo só pode continuar a comentar esta paróquia, em fino francês, pelo que ficamos por aqui.

terça-feira, 24 de Novembro de 2009

Estarreja pela objectiva de um visitante (VII)


segunda-feira, 23 de Novembro de 2009

da gripe dos porcos

Vão surgindo teorias várias sobre a gripe h1n1, normal e convenientemente apelidadas de, conspiratórias. Entretanto, e enquanto o vídeo não for retirado, seria bom meditar neste corajoso depoimento da Dra. Rauni Kilde, porque o que é certo, é que as próximas gerações, já começaram a morrer.

Por via de dúvidas, cá em casa, ninguém se vacina.

quarta-feira, 18 de Novembro de 2009

boas festas

O país uniu-se, finalmente. Não para trabalhar, acabar com a corrupção ou, exigir governantes sérios e competentes mas sim, para sacar o 13 ordenado, ou subsídio de natal, a quem ainda o recebe. Instituições, comércio e particulares, já estão na rua. O grande merceeiro do país, já subiu os preços e suspendeu promoções e descontos. Em cada esquina, se encontra um pedinte. Todos desejam boas festas, à boa maneira portuguesa. De mão estendida.

PDM

A CME, promove a partir de 23/09 e por trinta dias, a discussão pública da alteração ao PDM de Estarreja.

Pessoalmente, nada me move contra ou a favor das alterações propostas. Não tenho interesses pessoais nem propriedades cuja classificação interfira com interesses colectivos ou, individuais. Estou-me pois, nas tintas.

Já os eleitos do PSD para a junta de freguesia desta aldeia, terão a obrigação de verificar se os interesses da mesma, estão contemplados nas alterações propostas e, caso assim não seja, propor de imediato as correcções necessárias e devidas. Lembro aos senhores, que não é a contar casas velhas que se promove a construção de novas habitações, nem resolve os estrangulamentos habitacionais que levam os jovens a fixarem-se noutras localidades.

Serão pois responsáveis, e responsabilizados, por tudo o que aconteça à posteriore.

sexta-feira, 13 de Novembro de 2009

Estarreja pela objectiva de um visitante (VI)


no país dos robertos

De um tal Lopes da Mota, e daquele assunto dos primos, ainda alguém se lembra?

quarta-feira, 11 de Novembro de 2009

Transestarreja

Uma palavrinha de reconhecimento à Transestarreja, sediada em Salreu, pela sua responsabilidade social, materializada na contratação de bestas, para condutores dos seus veículos.

O malcriado que esta tarde conduzia o veículo 93-05 RA, bem pode rezar para que a empresa lhe mantenha o emprego por muitos e bons anos, pois dificilmente alguma outra fará a caridade de o empregar.

É bom que os cidadãos compreendam a benevolência, senão caridade, desta empresa, ao dar emprego a energúmenos, que arriscam na via pública o bom nome de quem lhes dá o pão.

terça-feira, 10 de Novembro de 2009

percebe-se

O investimento estrangeiro em Portugal, ano após ano, vai decrescendo, ao mesmo tempo que muitas das empresas aqui instaladas, vão fazendo a mala para outras paragens. Os próceres do regime, vão falando tanto quanto baste e não se ouça muito, do problema que vai fazendo aumentar os números do desemprego, enquanto diminui os da riqueza.

A razão oficial e conveniente apontada, é a falta de qualificação do operariado e, os altos salários de 480 € mensais que estes prósperos trabalhadores, recebem do empresariado que vive à sombra do estado.

Não se fala das dificuldades que um empresário minimamente sério e cumpridor tem, para licenciar e instalar uma chafarica qualquer. E disso, o caso Freeport é exemplo que baste. É preciso subornar meio-mundo local, para se conseguir uma merda de uma licença para criar trabalho, para além claro, das doações ao partido, exigidas. Subornos que vão dos mais altos funcionários públicos, ao calceteiro da câmara. Assim como se não fala, da avassaladora carga fiscal que faz com os investidores, procurem países onde o capital investido tenha a rentabilidade minimamente aceitável. Quem já tentou criar uma empresa, conhece o lodaçal subjacente.

Oficialmente, são os trabalhadores que não sabem trabalhar e nem sequer, são produtivos. Percebe-se.

Por muita boa vontade que se tenha,

não há paciência para aturar esta merda de país, povoado de gatunos e outra gente sem vergonha. Ao que é noticiado, as escutas das conversas entre o indivíduo que faz de primeiro-ministro, e os amigos que se governam nas empresas públicas por artes de ilícitos e corrupção, terão sido anuladas pelo STJ. Não porque as ditas, se não revelem provatórias de ilicitudes e tráfico de influência mas sim, porque uma lei aprovada pelo PS no anterior mandato do querido líder, qual Berlusconi dos pobrezinhos, obrigue a que escutas que o envolvam, tenham de ser autorizadas pelo próprio STJ.

Não espero deste país, senão o agravar das dificuldades, aumento da corrupção e, a descriminalização do crime de colarinho branco, considerando que os responsáveis não são a súcia que chega ao poder mas sim, a cambada de deficientes alienados que nem sequer consegue distinguir, quem os fode.

vale a pena ler,

este escrito do Camilo, ainda que a generalidade tenha recentemente, revelado total incapacidade para o compreender. Parece que é isto que se designa de “pérolas a porcos”.

domingo, 8 de Novembro de 2009

senhor dos aflitos

Ao que se diz, as certidões do processo do sucateiro do regime, estiveram a marinar quatro convenientes e estratégicos meses, nas gavetas da PGR, até que a questão menor dos actos eleitorais, fosse ultrapassada. Provavelmente, na mesma gamela onde se encontra em vinha d’alhos, as suspeitas do caso Freeport.

Parece que é para isso, para valer aos azarados que se deixam apanhar, que existe a PGR. Haja alguém que lhes possa valer.

inimputáveis

O país que temos, explica-se. É um amontoado de seres, capacitados desta forma.

sábado, 7 de Novembro de 2009

retrato do regime

Um país entregue a pilha-galinhas. Ainda há bem pouco, o povo mobilizou-se para legitimar a bondade dos cargos que permitem a esta súcia roubar tudo o que passe ao alcance da mão.

Legitimados que estão os mandantes, as vítimas não têm de que se queixar.

segunda-feira, 2 de Novembro de 2009

Nada de excitações

Calma. A porcaria vai assentar e os corruptos vão continuar a fazer a sua vida à sombra desta democracia de maus costumes.

O Ministério Público chegou à conclusão de que o contrato de concessão do terminal de contentores de Alcântara foi feito à medida dos interesses do grupo Mota-Engil. Evidentemente que esta evidência não significa que alguém vá preso. Nada disso. Neste caso, o negócio foi feito por anjinhos que não receberam nada em troca e só pensaram, a todo o momento, nos interesses estratégicos do sítio. É natural.

É em nome desses interesses estratégicos que o Estado anda metido em tudo e mais alguma coisa. A esquerda baba-se com os sectores estratégicos e as empresas estratégicas. Pois é. É a face visível de um sistema corrupto, cada vez mais corrupto, em que vale tudo para fazer fortuna e impor aos privados regras sujas de um jogo cada vez mais porco e repelente. Agora aí está mais uma operação policial que descobriu uma pequena parte da face oculta do sistema. No centro do caso, que está a excitar os indígenas, aparece um sucateiro que criou um grupo empresarial ao fim de muitos anos de trabalho e que terá corrompido uns senhores de colarinho muito branco para fazer negócios com empresas estratégicas do Estado, empregar centenas de trabalhadores e pagar-lhes os salários.

Obviamente que está preso. Os outros, senhores de gravatas caras que circulam nos corredores do poder e das empresas públicas estratégicas há imensos anos, ligados aos partidos do Bloco Central, os patrões do polvo, andam por aí à espera de novas e mandados já com um rol imenso de defensores. É evidente que neste sítio manhoso, cada vez mais manhoso, corrupto, cada vez mais corrupto, pobre, cada vez mais pobre, deprimido, cada vez mais deprimido, cheio de larápios, e que larápios, chicos-espertos, e que chicos, cheio de mentirosos, e que mentirosos, e obviamente cada vez mais mal frequentado, o que não falta é sucateiros que só sobrevivem corrompendo os patrões do sistema.

Claro que não são todos iguais. Há os pequenos, os médios e os tubarões. Desta vez caiu na rede um à medida do sistema que andou por aí a fazer negócios corruptos com várias empresas estratégicas do Estado. Obviamente que está preso. Mas nestas coisas de corrupção é preciso muita calma. Nada de excitações. As campainhas de alarme já começaram a tocar em todos os corredores do poder, e, mais cedo do que tarde, em nome dos altos interesses do Estado, tudo irá voltar à normalidade. A porcaria vai assentar e os corruptos vão continuar a fazer a sua vidinha à sombra desta democracia de muitos maus costumes.

António Ribeiro Ferreira, Grande Repórter in Correio da Manhã

quinta-feira, 29 de Outubro de 2009

calúnias

É claro que estes senhores, (.) (.) (.) são inequivocamente vítimas de uma qualquer cabala que o Ministério Público anda a amanhar. Gente tão importante, seria impensável andar na promiscuidade governo/privados só para arrebanhar o que estiver ao alcance da mão.

Por outro lado, se algum dia o país vier a ter uma justiça séria e códigos penais adequados, o melhor é colocar gradeamentos à volta de Lisboa e declarar a zona de prisão de alta segurança.

quarta-feira, 28 de Outubro de 2009

a bem do negócio

A nulidade política incumbente da Saúde, mais aquele senhor George, é que deviam ir explicar aos americanos as vantagens da vacina contra a gripe dos porcos que estão a impingir aos incautos que, na verdade, também não merecem outra merda. Compradas 3 M de doses, alguém tem de levar com elas, não é?

A relação risco-benefício, concretamente, é o quê? Por cada 3 vacinados, um morre, o outro constipa-se e o ultimo fica imune?

terça-feira, 20 de Outubro de 2009

Titanic

Por Aveiro, discute-se o destino dos 13 milhões de contos que custou o estádio de futebol no qual se realizaram dois encontros. Uns querem a sua implosão. Outros defendem que, caia de pé. De qualquer forma, os 13 milhões e respectivos juros, estão a pagamento até para lá de 2020. Tirando alguma coisa à mesa, mais um pouco à saúde, alguma à farmácia, uns trocos à educação dos filhos, e sacrificando qualquer extravagância relacionada com qualidade de vida, a gentinha há-de pagar.

Os mesmos coiros que contribuíram ao aumento da dívida a pagamento, atarefam-se para a repetir. A turba aplaude. Lembra o naufrágio do Titanic que se afundava num mar de gelo, enquanto a orquestra tocava.

segunda-feira, 19 de Outubro de 2009

faz de conta

Passadas 24 horas sobre a emissão da reportagem da TVI sobre o despejo selvagem de lamas e lixos tóxicos um pouco por todo o país, o ministério do ambiente, presidido por aquele senhor que todos temos ideia de já ter visto em algum lado, não tem nada a dizer.

É natural. Talvez tivesse algo a dizer, se existisse. Estamos habituados a pagar fantasias, e esta ideia que nos meteram na cabeça de que existe um organismo que zela pelo nosso ambiente, apenas faz parte da farsa mais geral de que este sítio, é um país.

Estarreja pela objectiva de um visitante (V)


Porta sul da cidade

sábado, 17 de Outubro de 2009

incúrias várias

A TVI apresentou ontem uma reportagem sobre a deposição ilegal de lamas e resíduos tóxicos, e os perigos recorrentes, associados à prática. Chamou-lhe muito apropriadamente, A Máfia Lusitana.

Posso testemunhar, no essencial, tudo o que foi dito, concluindo que passados dois ou três anos sobre o problema vivido nesta freguesia, nada mudou, nem sequer a estupidez, incúria e ignorância de quem deveria estar na linha da frente ao combate a este tipo de banditismo.

À época, quando levantei o problema, o então presidente da Junta desta Freguesia, nas primeiras reacções aos media, declarou que aquilo até era bom para a agricultura. A CME, tratou o problema assente no princípio de que não seria sua competência ou responsabilidade. As forças policiais, fizeram então o que hoje fazem ou seja, nunca têm efectivos para actuar na hora e se possível, tal como aqui aconteceu, arquivam o processo.

Outras instâncias, empurram o problema umas para outros. Por esta aldeia de Canelas, no Concelho de Estarreja, foi preciso levar o caso à Assembleia da República para que a empresa depositante, se visse constrangida a continuar a despejar a merda vinda do norte, em terrenos desta freguesia.

Para além da profunda ignorância revelada nas convicções de bondade destas acções, dos interesses económicos que se escondem por detrás destes despejos selvagens, do laissez faire comprometido de diferentes autoridades, o que está em causa, é a qualidade de vida e, principalmente, a saúde das populações, vítimas do laxismo, corrupção e desumanidade de quem é por si pago, para evitar que tais situações aconteçam.

Os relatórios apresentados nesta reportagem, por si, atestam a origem das terríveis doenças que nos vão devastando.

quinta-feira, 15 de Outubro de 2009

pequenas achegas à compreensão da crença

O PSD ganhou a autarquia de Estarreja com o voto de 36% dos eleitores inscritos. Um fenómeno recorrente que talvez se explique pela notável compreensão popular local, do fenómeno partidário e claro, respectivas doutrinas:

CDS, Partido Popular; o comunismo branco.

PS, Partido Socialista; o comunismo rosa.

PC, Partido Comunista; o comunismo vermelho.

PSD, Partido Social Democrata; hei-de votar no peessedêzinho do meu coração, até ao fim da vida.

PS, post scriptun ou disclaimer:
dado a confusão instalada na apreciação das posições políticas do autor deste blog, esclarece-se que o texto supra, nada tem a ver com a fotografia infra, por sinal bem bonita e testemunha do cuidado e ajardinado, coração da cidade.

Estarreja pela objectiva de um visitante (IV)

Estarreja, Cidade

terça-feira, 13 de Outubro de 2009

Tempos difíceis

Trapalhada das escutas, delírio do BE e pulverização do PSD ajudam a criar os mais improváveis estadistas.

Ontem, à saída do palácio de Belém, o engº Sócrates brindou-nos com uma exibição de luxo: rendido aos encantos do diálogo e às vantagens da negociação, o novo primeiro-ministro dispôs-se humildemente a falar com todos os partidos da oposição, sem "reserva mental" e sem "preconceitos", para assegurar "um Governo de quatro anos que responda aos problemas do país". Este alto desígnio exige, como é óbvio, uma oposição grata e solícita que saiba corresponder devidamente ao "gesto de abertura" tomado pelo PS. Tendo em conta o Governo anterior, exigiria também um primeiro-ministro diferente mas, terminado o ciclo eleitoral, os tempos não parecem propícios a este tipo de avaliações.

Por muito que isso custe a alguns espíritos mais renitentes, o engº Sócrates, depois de ter ganho este ciclo eleitoral, pretende, agora, transformar-se numa espécie de referencial de estabilidade. Uma pretensão que seria, no mínimo bizarra, se não se desse o caso do PS ter pela frente um PSD em frangalhos, um Bloco de Esquerda diminuído e um Presidente da República fragilizado. Perante este quadro de miséria, não é particularmente difícil governar à vista, entre a esquerda e a direita, recorrendo, sempre que necessário, ao apetecível papel de vítima. Difícil, sim, será suceder a si próprio mas enquanto o principal partido da oposição não se apresentar como uma alternativa sólida aos devaneios socialistas essa dificuldade acabará sempre por ser resolvida – como, aliás, se viu, nas últimas legislativas. Se o PS perdeu um partido (e perdeu), o PSD acabou por perder mais uma vez o país.

Por outro lado, os resultados do Bloco de Esquerda, no domingo, nomeadamente os resultados em Lisboa, não mostram só que o partido tem uma fraca implantação autárquica, o que, já de si, seria um fraco consolo eleitoral: mostram principalmente as debilidades de uma agremiação que vive do voto de protesto e de uma série de propostas lunáticas. O caminho, que parecia tão prometedor nas europeias, acabou por se afunilar inesperadamente nas autárquicas e na intransigência de meia dúzia de luminárias. Ao excluir-se de qualquer solução governativa, o Bloco corre o risco da inutilidade e de ficar de novo a falar sozinho.
Já o Presidente da República, a única voz com autoridade neste cenário de desolação, corre o risco de a ter perdido. Depois admirem-se que tudo isto – a trapalhada das escutas, o delírio do Bloco de Esquerda, a pulverização do PSD – ajude a criar os mais improváveis estadistas.

Constança Cunha e Sá, Jornalista, in CM

segunda-feira, 12 de Outubro de 2009

Estarreja pela objectiva de um visitante (III)

Praça Francisco Barbosa - Estarreja

o cavaquistão, é aqui

e não em Viseu. Em Estarreja, desde que candidato pelo PSD, até um cão ganha eleições. Aqui vota-se por fé, pura, autêntica, mais divina do que aquela que leva os crentes à igreja. Personalidades ou projectos, são irrelevantes, se não mesmo um problema porque dão que pensar, e isto de pensar, já se sabe, pode provocar dores de cabeça ou, coisa pior em cabeças que cultivam a felicidade que provém da ignorância.

O candidato Mendonça, é certo, acumulou erros de palmatória. E no entanto, o resultado, provavelmente teria sido igual, caso tivesse feito diferente. Estas terrinhas são pequenas, a inveja é um culto, e os ódiozinhos, são para a vida. O seu principal adversário, não foi o candidato concorrente. Foi sim, a sua esposa, então deputada à assembleia nacional, uma ascensão e um sucesso pessoal que a tacanhez local, jamais perdoará. Basta ouvi-los falar.

Alguns dos candidatos nas listas socialistas, representaram uma janela de oportunidade para estas terras. Foram literalmente varridos pela crença, e nem sequer valerá a pena falar dos custos da perda de oportunidade. Gente ignara que se sente feliz e realizada com excursões à Malafaia, dizem eles, à conta da Câmara, não merece outra merda senão aquela em que vive.

Mas, esta é a realidade do eleitorado local, e a língua que este percebe, é a das excursões por conta da Câmara. O candidato Mendonça, parece não ter percebido que os eleitores não são “os jovens” que fazem muita festa, muita animação, muita cantoria mas, globalmente, são poucos e não votam.

Por aqui, a decisão de voto é formada em conversas de mal dizer, ou boatos lançados a propósito, entre o espaço que medeia o minimercado e a taberna mais próxima. A uma franja significativa deste, projectos ou programas de candidatura não lhe interessa. Pior quando os ditos se não apresentam consistentes – caso do lago – ou não são vistos como sérios – caso da fábrica do carnaval, pois servem apenas para denegrir o seu autor.

Não vi um só eleitor, discutir os programas das diferentes candidaturas. Do programa do PSD, apresentado nos dias últimos da campanha eleitoral, não ouvi um só comentário. Já das propostas socialistas, ouvi alguns, quase sempre parvoíce. E destes, o que reti, foi o ódio sibilino que envenenava cada palavra.

Com toda esta fé partidária, o PSD pode dispor por mais quatro anos, da vida, da economia e do destino, dos que por aqui vão estando.

das eleições locais,

e como é conhecido, preferia que a candidatura do Camilo Rego tivesse vencido. Assim não aconteceu. Os eleitores preferiram mais do mesmo, pois que venha o caldo que a mesa está posta.

Isto é o que é, e não é seguramente, merecedor de grandes análises sociológicas. A candidatura PSD/CDS sabe do que é que o povo gosta e não se fez rogada. Ainda assim, apenas uma pequena nota para dizer que aqui, em Canelas, o PSD perdeu 74 votos e o Camilo Rego aumentou a votação do PS em 91. Tal significa apenas que aqui vivem mais 91 cidadãos para quem a vida não se faz com pinturas dos muros dos cemitérios. O PSD ganhou a freguesia por uma diferença de 109 votos.

à atenção do senhor Primeiro-ministro indigitado

Eis aqui dois potenciais ministros para o futuro governo desta comédia.

Disclaimer: Acessoria livre e desinteressada, gratuitamente concedida no espírito democrático do exercício da cidadania, conforme apelo do senhor presidente desta república.

domingo, 11 de Outubro de 2009

Estarreja pela objectiva de um visitante (II)


democracia

Gente que se mata a tiro de caçadeira, por razões partidárias. É desta animalidade que se faz a democracia, e a universalidade do voto. As consequências, são conhecidas.

sábado, 10 de Outubro de 2009

Estarreja pela objectiva de um visitante (I)



Estarreja - Portugal

comédia

Sensibiliza-me imenso o cuidado com que este simpático crente, analisa os meus textos e acto contínuo, cola as minhas opiniões a qualquer coisa entre o bloco de esquerda e a falecida união nacional. Qualquer coisa serve, excepto um módico de exercício intelectual na ponderação das opiniões expressas.

E como o compreendo. Inegavelmente, o seguidismo político que antecede o carreirismo, impede toda e qualquer liberdade de pensamento ou expressão. Não é o melhor caminho. É sim o único caminho, condição sine qua non para se singrar na porca da vida e particularmente, no conspurcado mundo da política à portuguesa.

O Zé Matos, entende que o voto de um cidadão cumpridor das suas obrigações para com a sociedade, deverá valer o mesmo que o de um marginal à dita. Que o voto de um cidadão honesto, deverá valer o mesmo que o de um criminoso. Que o voto de um pagador de impostos, deverá valer o mesmo que o de um parasita. Que o voto de um demente, deverá valer o mesmo que o de um cidadão lúcido. Que o voto de um cidadão responsável, deverá valer o mesmo que o de um irresponsável. Que o voto de um comatoso, deverá valer o mesmo que o voto de um individuo em posse de todas as suas faculdades, e que isso, será quinta essência da democracia. Pois bem, eu acho que não, e é um direito que me assiste. Entendo que as escolhas para a vida, para a sociedade e para o país, deveriam consubstanciar-se num acto decidido por gente capaz e responsável, nunca por via desta inclassificável palhaçada em que o futuro se decide pelo marketing político, e onde o voto é trocado por bonés e esferográficas.

Entendo que assim não pense. Compreende-se que se o acto eleitoral fosse uma coisa séria e responsável, não estariam na política os vigaristas que se conhecem, nem o país teria chegado ao estado calamitoso a que chegou. Por isso sou livre e independente, não preciso de me encostar a qualquer seita nem de lhe louvar falsas virtudes.

sexta-feira, 9 de Outubro de 2009

escolhas



Em Estarreja, as escolhas a fazer no próximo Domingo, são simples. Votar nos candidatos PSD, para continuarmos a viver como habitualmente ou, votar os candidatos das listas do PS, para ousar viver de forma diferente.

A escolha é simples. Já as implicações são mais complexas. Viver como habitualmente, significa um futuro próximo, igual ao passado. Ousar viver de forma diferente, obriga-nos a correr riscos, ir à luta, querer melhor futuro para nós e para os nossos filhos.

Cabe aos que sabem distinguir, influenciar com o seu voto, a escolha. A maioria dos eleitores, esses não estão capacitados para escolherem pela razão.

a maioria

Dizia-me um concidadão, que não lê nem lhe interessam os programas das candidaturas a Estarreja. Ele vota no partido X, independentemente de quem seja o candidato ou, o seu programa.

É desta massa idiota que é feito o país, sendo desta mesma massa que se alimenta a vampiragem que suga o esforço de quem trabalha e produz. E também é por isto que discordo da universalidade do voto que me sujeita a ser governado por maiorias de retardados funcionais.

enquanto o pau vai e vem..,

a legislação que limita os mandatos autárquicos a um máximo de dois consecutivos, deveria entrar agora em vigor. Os lobies partidários, autarcas de profissão e demais interessados nos negócios públicos, conseguiram adiar a coisa para daqui a quatro anos.

Adivinham-se quatro anos de grandes negócios, com forte incremento na construção de gaiolas para grilos e um peso significativo nas contas dos fazedores, em virtude do pesado aumento dos custos dos incentivos.

inaugurações

Ao que se diz, teremos amanhã nesta aldeia, umas horas antes de irmos a votos, mais uma inauguração, de mais uma semi-inutilidade pública, desta vez, um mini parque de recreação infantil, ali junto ao Ribeiro.

As preocupações da CME de Estarreja pelo bem-estar desta freguesia, particularmente depois do Camilo se apresentar a votos nas listas do PS, são comoventes e esclarecedoras quanto às políticas inconsequentes do executivo em funções, uma espécie de distribuição de papelinhos coloridos a indígenas selvagens.

De estrutural para resolução dos efectivos problemas dos fregueses, é que, nada! Fixar jovens através de políticas habitacionais, criação de emprego, exploração das potencialidades locais, políticas para o rejuvenescimento populacional, nicles batatoides.

Creio que o executivo camarário, veio mais vezes a Canelas nos pretéritos dois meses, do que nos oito anos que leva de governo. Na semana passada, tivemos a inauguração da recuperação do velho edifício da estação. Este, teremos a do parque infantil, um até sempre de José E. Matos que, mesmo a ser reeleito, adivinha-se, dificilmente cá voltará.

quinta-feira, 8 de Outubro de 2009

RSI

O PS, distribui por 385.000 indivíduos, muitos deles confirmadamente, indigentes profissionais, através de uma mecanismo denominado RSI, uma pequena parte da extorsão a que nos sujeita. Percebe-se e já aqui o disse diversamente, que a pobreza mantém os cidadãos reféns dos governos. Quanto mais gente for subsidiada ou paga pelo estado, mais seguro estará o voto no partido do poder.

O PS ganhou as eleições por uma maioria de votos equivalente ao número de indivíduos que recebem o RSI. Em vésperas de eleições, uma escola de um desses bairros sociais que albergam criminosos, indigentes e marginais, teve mesmo de destacar um funcionário para responder a uma questão recorrentemente posta:

- De que partido é o gajo que paga o subsídio à gente?

da ética ou, da sua falta

Na ética republicana, levar velhos a passear a 3 dias de eleições, é legal e democraticamente virtuoso. Na minha percepção, é uma desonestidade imperdoável, reveladora da tal honestidade intelectual, no caso, da sua falta, que venho referindo.

Levar os idosos a ver as obras do eco-parque, é claramente uma acção de campanha imposta aos mesmos que apenas seria aceitável se os ditos, voluntariamente o desejassem. Embarcar idosos em autocarros e, contra sua vontade ou, aproveitando-se da perda das faculdades subjacente à respectiva idade avançada, é uma espécie de sequestro e desrespeito que deveria ser objecto de participação criminal.

Devo confessar que me causa avultada repulsa este tipo de comportamento. Não bastando a desgraça da miséria moral, intelectual e financeira em que vivem estes idosos, ainda são abusados por quem, no fim de contas, encabeça a lista dos responsáveis pela situação em que se encontram.

Algumas destas pessoas, já não terão vontade própria, consciência de que estão a ser violentadas, força para dizerem não, mundo para perceberem que estão a ser usadas por gente pouco escrupulosa. Efectivamente, e como diz o povo, quem não tem vergonha, todo o mundo é seu.

quarta-feira, 7 de Outubro de 2009

por acaso, também acho

Os governantes têm de conhecer a realidade do País. E os cidadãos, por seu turno, têm o dever de participar na vida cívica, ao invés de se queixarem sistematicamente do Estado ou da classe política.

Discurso de Cavaco Silva em 5/10/2009

terça-feira, 6 de Outubro de 2009

comparando as propostas (3)

Do que representa efectivamente alguma verdadeira mais-valia para a freguesia, o programa da candidatura do PSD a Canelas é, basicamente omisso.

De tal forma que nem sequer vale a pena continuar a comparar os programas, ainda que mereça referência a obsessão pelo desporto.

Compreendo que a coisa veste como uma luva na cultura e consciências locais, formadas na filosofia vigente de que a vida não é para ser levada a sério. Para servir tal propósito, haverá um equipamento desportivo em cada esquina e um campeonato de qualquer berlinde, a qualquer hora.

Indo ao que interessa: O Camilo Rego, propõe-se a construir um lar para a terceira idade e lutar pela revisão do PDM, de acordo com as necessidades da freguesia. A candidatura do PSD rebate estes propósitos com a argumentação fútil de que os idosos preferem morrer em suas casas, e a revisão do PDM, não será prioritária. Por isso contrapõe a criação de (mais) um gabinete de apoio aos desvalidos, e o levantamento do número de habitações degradadas.

É óbvio que estas propostas são desonestas e profundamente perniciosas para esta aldeia, pela demagogia, pela irresponsabilidade dos seus proponentes.

A crua realidade, é que o PSD não quer a construção do lar em Canelas, porque o pretende para Estarreja, assim como não quer abrir frentes de construção nesta aldeia porque persegue o objectivo de concentrar investimentos e população, no mesmo local. Curto e grosso, o que a candidatura do PSD a Canelas propõe, é defender estes propósitos camarários, perpetuando a situação de retrocesso e a via do aniquilamento em curso.

Decidir ente Camilo Rego e Gabriel Tavares, é muito mais do que escolher uma cor ou um partido. É escolher os nossos, presente e futuro.

sábado, 3 de Outubro de 2009

Ademais, parece-me pura perda de tempo ensinar a tabuada a bestas

Queria aqui deixar claro que todos os candidatos me merecem respeito. O que já me não merece o mesmo respeito, é receberem subvenções, senhas de presença e outras mordomias, sem fazerem a ponta de um corno, nem mesmo um pequeno esforço para amanharem um programita minimamente consistente.

ora, o estado da coisa

é o seguinte: Em Oeiras, dois grupos de patetas desentenderam-se por causa de um gajo condenado a 7 anos de prisão efectiva, por se abotoar a dinheiros públicos, e que se candidata novamente, para continuar a ter acesso aos ditos. Tudo legal, moralmente dentro da normalidade da ética republicana e essas coisas.

quinta-feira, 1 de Outubro de 2009

com tantos tiros nos pés,

hoje é que os candidatos, verdadeiramente, sentem a falta das urgências do HVS.

atenção aos sapatos

A tal lista de tópicos, está a ser publicada no blog do melhor caminho, às mijinhas e respectivas pinguinhas.

caridade,

seria explicar aos senhores da CDU que, como em tudo na vida, para alargar o eleitorado, e ter mais votos, e ganhar influência e eleger representantes, é preciso trabalhar p’ra coisa.

Assim umas frases vagamente ligadas, atiradas em meia página de jornal, por alturas de eleições, em meia dúzia de palavras piedosas, é curtito.

Nem que fosse só para justificar os 75 €, o pessoal devia fazer de conta que faz oposição, que apresenta propostas sustentáveis, que as divulga, que trabalha num programa consequente, e o explica a estúpidos.

A dar beijinhos ao operariado, o Jerónimo já levou o partido à honrosa posição de último. E é mesmo muito provável que em próximas eleições, vá fazer companhia ao MRPP.

começo agora a perceber por que razão não há programas para ninguém

Li as entrevistas que os três candidatos a Estarreja, deram ao Jornal da terra. Prosa de grande qualidade, com evidente vantagem para a CDU. Do best!

Certamente por piedade, mão amiga fez-me chegar uma longa lista de tópicos, entendida por Programa de candidatura da coligação “o melhor caminho”.

Vou agora ver se meto uma cunha para aceder igualmente ao “futuro feliz”.

Como se percebe, estou prestes a entrar na clandestinidade. Um estúpido normal, pensa que os candidatos têm projectos e programas e visões e metas e objectivos e que tudo fará para que os estúpidos entendam a benevolência das suas propostas.

Errado. É por isso que são estúpidos.

quarta-feira, 30 de Setembro de 2009

sugestão às candidaturas a Estarreja

Creio que facilitaria a consulta dos programas dos candidatos à CME, a sua colocação online para download. Fica a sugestão.

é bom que nos entendamos

Já expliquei que não discuto partidarismos, que não sou filiado, e nem sequer nutro qualquer simpatia particular por qualquer das agremiações que integram a área de negócio da política.

Discuto sim, as consequências que as decisões políticas têm para a vida dos cidadãos, das comunidades, e do país. Discuto a carga fiscal a que somos sujeitos e a aplicação do dinheiro que o estado nos subtrai.

Questionar ou comentar propostas de governo, assim como escrutinar a aplicação de dinheiros públicos, é um acto de cidadania a que, nem cidadãos nem políticos, estão habituados mas, neste negócio, quem não quer ser escrutinado, procura outra actividade.

Os senhores, devem entender que eu pago impostos – demasiados – e que voto, ou seja, legitimo as vossas promessas, gastos, endividamentos e todas as decisões, boas ou más, que tomam.

Não deveriam pois ficar incomodados com as questões ou opiniões com que são confrontados. Antes, deveriam procurar esclarecer, justificar, e clarificar, demonstrando o interesse público das vossas propostas ou determinações. A arrogância, prepotência e demais doutorices, não ajudam a construir um país melhor nem a alterar significativamente e para melhor, a vida dos cidadãos.

O mesmo princípio se aplica aos funcionários municipais que confundem partidarismos, com a legítima defesa dos interesses colectivos. É bom que nos entendamos.

quanto ao programa do PSD para Canelas,

é um misto de algumas ideias retiradas ou coincidentes com o programa da candidatura do PS, outras próprias e interessantes, como é o caso da feira rural, algumas propostas de complicação da vida dos fregueses – falo da eco-aldeia - e ainda outras que disfarçam a incapacidade ou a falta de apoio, para ir mais além.

A estratégia de preservação dos campos lagunares parece correcta, faltando-lhe e definição de um objectivo exequível a curto prazo, para a necessária exploração e rentabilização.

Discordo em absoluto da posição da candidatura quanto à questão da revisão do PDM. É uma questão vital para a freguesia. As explicações que foram dadas, creio que por um candidato à CME, não nos servem nem convencem e o facto do actual executivo local não ter sido consultado pela CME quanto à questão, apenas pressagia que esta não tenha qualquer intenção de promover a necessária revisão. Gostaria de estar enganado relativamente a isto.

Dispensa-se e não seria necessário no dito programa, alguma palhada como é toda a liturgia para a educação. O que há de certo, é o encerramento da escola de imediato ou posteriormente à construção do pólo em Salreu. Falar de educação holística para crianças de 4 anos é uma daquelas ideias peregrinas que resultam das teorias que conduziram o ensino ao estado em que se encontra. Bastaria perguntar aos pais o que é o holismo, acrescendo que aprender música com a Banda ou, fazer desporto no Arsenal, é o que já hoje acontece.

De qualquer forma, exaltações intelectuais é o que não falta à generalidade das candidaturas. Do fundamental para a construção de uma vida melhor, entendo o programa muito vago e nada ambicioso.

terça-feira, 29 de Setembro de 2009

momento zen

Fui assistir, e enquanto cidadão, participar, na apresentação do programa do PSD a Canelas. Constatações:

· A dona Manuela não sabe o que é asfixia democrática.

· Os senhores do PSD enervam-se com perguntas.

· Segundo o presidente da junta, eu digo mal de tudo.

· Um funcionário da CME, pago também com os meus impostos, garante que a bacia de retenção, com o acordo da Câmara, não será construída, não se comprometendo quanto a uma eventual construção sem o dito acordo. Garante igualmente que, ao contrário do que a Simria diz, a obra não foi pedida pela Câmara.

· Os acólitos são mesmo acólitos.

· A Junta de freguesia não foi consultada pela CME para uma eventual revisão do PDM da freguesia.

· A população não tem dúvidas e raramente se engana.

Deus nos abençoe a noite.

hugh hugh hugh

Como era previsível, está consumado mais um acto desta patética palhaçada que entretém os nossos dias. O que ainda me surpreende, é a nossa capacidade de resistência a tanta merda.

visionários

Havemos de conceder que o Valentim esteve sempre muito à frente. Um verdadeiro visionário que enquanto a concorrência tentava trocar votos por esferográficas e bonés, já oferecia torradeiras, depiladoras e frigideiras. Mercê das dificuldades de aprendizagem características do país, a concorrência continua nos bonés e esferográficas mas, o Valentim deu o salto para outro nível. Bilhetes para um espectáculo do Tony Carreira.

Qual é a sopeira, que não dá o voto ao major, em troca de um bilhete para o Tony? Dá-lhe o voto e o que mais o major quiser!

espectáculo

as buscas por causa dos submarinos que o Portas comprou, um equipamento essencial à pesca de arrasto, inserem-se no espectáculo de entretenimento que as respectivas polícias mantêm em cena e ameaçam bater todos os recordes de permanência em cartaz, mercê do grande profissionalismo das ditas, e da paciência dos espectadores, pelo menos, da dos pagantes.

Assim que me lembre, estão em cena meia dúzia de comédias que arrasam a concorrência das produções fictícias. Temos a das malas de dinheiro e respectivos primos Suíços, a generosa distribuição de casas aos mais necessitados e respectivos amigos, a do autarca que enriqueceu como um nababo mas os investigadores mandam arquivar os inquéritos, a mega produção Freeport com primos gordos e ausentes em parte incerta, a comédia do aterro, os financiamentos com massa do jogo do bicho, e tantos outros já lavados pela espuma dos dias.

Só é pena que todas tenham o mesmo final; acabam sempre em nada e um gajo, chateia-se, não é?

quando o chefe não é melhor que os índios

Parece que o chefe dos índios convocou, não os índios mas a imprensa, para uma declaração à dita que não interessa nada aos índios.

Eu ainda pensei que seria para explicar devidamente como é que comprou e vendeu acções não cotadas em bolsa, um negócio de amigos que lhe permitiu arrecadar umas mais valias catitas, tudo isto antes da SLN falir e os índios terem entrado com a massa pagar os prejuízos.

Mas, ao que dizem os entendidos, parece que será por causa de um outro imbróglio que se prende com aludidas escutas à privacidade presidencial, um assunto que dura há ano e meio e a que o senhor, como seria seu dever e obrigação, nunca pôs um ponto final. Como deixou andar para não interferir no acto eleitoral, acabou a foder o PSD, consolidando a cooperação institucional que tão bem e depressa tem arrastado esta merda para o poço sem fundo em que se encontra.

vivó poder popular

Confesso uma imensurável admiração pelo inconformismo dos nossos candidatos no que toca a festejos e apoios às colectividades recreativas. Não se deixam abater pela pobreza, a crise não os toca, o endividamento não interessa para nada, e a leveza com que passam ao lado do que é importante para a vida, apenas tem paralelo no facto de sermos o povo mais pobre e atrasado da Europa.

Coitados dos mandriões, se algum dia a determinação dos nossos candidatos, se vira para o trabalho.

sentido de oportunidade

Em boa verdade, esperar-se-ia que o DCIAP tivesse igual sentido de oportunidade na obrigação de investigar todos os casos suspeitos de falta de lisura e, de preferência, antes de eleições. Se assim fosse, talvez soubéssemos já quem se abotoou ao guito do Freeport, do aterro da Beira e tantos outros que se encontram precocemente encalhados em gavetas esquecidas.

o caminho da luz

De vez em quando é necessário reconhecer a genialidade e mesmo, agradecer a bênção de termos quem nos indique o caminho da luz.

Depois da inauguração do primeiro recinto para andebol de praia, fora da praia – um novo e genial conceito de deslocalização – lembramos ao senhor presidente outra obra de premente necessidade e indiscutível utilidade que falta a esta freguesia; o campinho para o jogo da malha, senhor presidente. Faz muita faltinha. Talvez durante o próximo mandato, sff.

putativos candidatos

da leitura das entrevistas ao JE, dos candidatos às juntas de freguesia, conclui-se que o número de idiotas úteis, e mesmo inúteis, prontos a dedicarem-se à gestão pública, vai muito além do que o país pode sustentar.

Alguma desta gente, parece alienígena, tal é o grau zero do pensamento político e conhecimento do país e concelho, que somos. O parolismo do cimento é uma constante para a maioria que apenas aspira a ter uma piscina na aldeia, acrescida de obras de simbolismo semelhante, ou seja, gastar o dinheiro dos outros em dispensabilidades públicas.

Outros há que assentam toda uma candidatura em chavões, sejam eles sobre o Bioria ou, a defesa do Baixo Vouga. Desta maioria, não há um caralho que apresente um projecto de utilidade prática na construção de riqueza, na criação de emprego, de aproveitamento e exploração dos campos do Baixo Vouga, ainda que reconhecendo a pobreza em que vivemos. Em Veiros e a ser verdade o que dizem os candidatos, a única obra verdadeiramente necessária, é uma sopa dos pobres.

Enfim, em alguns casos, são mais uns valentes contributos para afundar o concelho e arrastar o país.

os programas dos candidatos

Em hora de apresentação do seus programas, espera-se dos candidatos à autarquia de Estarreja, contenção nas promessas e pragmatismo nos seus propósitos, em consonância com os reais problemas do Concelho, e a difícil situação financeira do país, o mesmo é dizer, dos contribuintes.

O anúncio de mega projectos que a população considera não serem exequíveis e classifica de imediato como promessas, não é uma mais valia para os candidatos, muito antes pelo contrário. Mesmo que de fundo, sejam importantes, devem ser encarados como uma janela de oportunidade a consolidar e tornar exequíveis, se tal e quando for possível.

O que deve constar em cada programa, deverá ser apenas o que de imediato, cada candidato entende de prioritário e passível de ser concluído durante o seu mandato. O anúncio de construir um lago em Estarreja, que ninguém leva a sério por falta de sustentação, não ajuda um candidato que, possivelmente, seria uma mais valia para Estarreja. Conjugar os estudos necessários, conseguir financiamentos e resolver a imensidão de problemas práticos, ambientais e burocráticos, levará muitos anos para além do seu próprio tempo de autarca. Entretanto, o que resta da cidade terá desmoronado por completo e Estarreja terá perdido a oportunidade de dar um valente safanão na pasmaceira em que existe.

segunda-feira, 28 de Setembro de 2009

resultados provisórios em Canelas

(Clicar na imagem para aumentar)


Por curiosidade, aqui deixo os resultados eleitorais nesta freguesia de Canelas.

Apenas três notas:

Em 5 anos, a freguesia perdeu 55 eleitores, mais de 4%, o que atesta do acelerado envelhecimento da população.

Numa terra de uma só cor, o PSD num momento em que o senso comum aconselharia o voto naquele partido, perdeu relativamente a 2005, 67 votos.

O número de votantes, baixou de 888, em 2005, para 811 ou seja, uma redução de 77 eleitores.

xuxialistas

Votei em Lisboa. No Sábado, véspera de eleições, ao longo de muitos quilómetros, deparei-me com uma gigantesca coluna de autocarros em direcção a Fátima, que transportavam idosos de um Concelho socialista do Porto, no seu passeio sénior anual, assim rezavam os identificadores. Quantos seriam ao certo, desconheço. O número mais elevado que vi foi o 122. Mais de 7.000 eleitores em passeio, pago com o erário público e por iniciativa de uma autarquia socialista. É isto o circo.

irresponsáveis

Como disse anteriormente, fosse qual fosse o resultado eleitoral, nada haveria a festejar. O imperativo nacional de retirar a maioria ao propagandista foi concretizado. Forçosamente, e a partir de agora, a prepotência e arrogância socialista serão comedidas. Os grandes projectos de endividamento do país, serão reconsiderados. Provavelmente teremos um qualquer governo a prazo já que em diferentes áreas, qualquer entendimento com Sócrates será impossível. Este, por sua vez, tudo fará para inviabilizar governos de ocasião na perspectiva de voltar a conquistar nova maioria em novo acto eleitoral.

Mas o grande vencedor, foi a abstenção. Mais de 3,5 M de irresponsáveis, entenderam que a situação não é suficientemente grave para que mereça o sacrifício de irem às urnas. Preferem circo, em lugar de pão. Deus lhe ponha a mão por baixo, tal como ao borracho.