domingo, 8 de Novembro de 2009

senhor dos aflitos

Ao que se diz, as certidões do processo do sucateiro do regime, estiveram a marinar quatro convenientes e estratégicos meses, nas gavetas da PGR, até que a questão menor dos actos eleitorais, fosse ultrapassada. Provavelmente, na mesma gamela onde se encontra em vinha d’alhos, as suspeitas do caso Freeport.

Parece que é para isso, para valer aos azarados que se deixam apanhar, que existe a PGR. Haja alguém que lhes possa valer.

inimputáveis

O país que temos, explica-se. É um amontoado de seres, capacitados desta forma.

sábado, 7 de Novembro de 2009

retrato do regime

Um país entregue a pilha-galinhas. Ainda há bem pouco, o povo mobilizou-se para legitimar a bondade dos cargos que permitem a esta súcia roubar tudo o que passe ao alcance da mão.

Legitimados que estão os mandantes, as vítimas não têm de que se queixar.

segunda-feira, 2 de Novembro de 2009

Nada de excitações

Calma. A porcaria vai assentar e os corruptos vão continuar a fazer a sua vida à sombra desta democracia de maus costumes.

O Ministério Público chegou à conclusão de que o contrato de concessão do terminal de contentores de Alcântara foi feito à medida dos interesses do grupo Mota-Engil. Evidentemente que esta evidência não significa que alguém vá preso. Nada disso. Neste caso, o negócio foi feito por anjinhos que não receberam nada em troca e só pensaram, a todo o momento, nos interesses estratégicos do sítio. É natural.

É em nome desses interesses estratégicos que o Estado anda metido em tudo e mais alguma coisa. A esquerda baba-se com os sectores estratégicos e as empresas estratégicas. Pois é. É a face visível de um sistema corrupto, cada vez mais corrupto, em que vale tudo para fazer fortuna e impor aos privados regras sujas de um jogo cada vez mais porco e repelente. Agora aí está mais uma operação policial que descobriu uma pequena parte da face oculta do sistema. No centro do caso, que está a excitar os indígenas, aparece um sucateiro que criou um grupo empresarial ao fim de muitos anos de trabalho e que terá corrompido uns senhores de colarinho muito branco para fazer negócios com empresas estratégicas do Estado, empregar centenas de trabalhadores e pagar-lhes os salários.

Obviamente que está preso. Os outros, senhores de gravatas caras que circulam nos corredores do poder e das empresas públicas estratégicas há imensos anos, ligados aos partidos do Bloco Central, os patrões do polvo, andam por aí à espera de novas e mandados já com um rol imenso de defensores. É evidente que neste sítio manhoso, cada vez mais manhoso, corrupto, cada vez mais corrupto, pobre, cada vez mais pobre, deprimido, cada vez mais deprimido, cheio de larápios, e que larápios, chicos-espertos, e que chicos, cheio de mentirosos, e que mentirosos, e obviamente cada vez mais mal frequentado, o que não falta é sucateiros que só sobrevivem corrompendo os patrões do sistema.

Claro que não são todos iguais. Há os pequenos, os médios e os tubarões. Desta vez caiu na rede um à medida do sistema que andou por aí a fazer negócios corruptos com várias empresas estratégicas do Estado. Obviamente que está preso. Mas nestas coisas de corrupção é preciso muita calma. Nada de excitações. As campainhas de alarme já começaram a tocar em todos os corredores do poder, e, mais cedo do que tarde, em nome dos altos interesses do Estado, tudo irá voltar à normalidade. A porcaria vai assentar e os corruptos vão continuar a fazer a sua vidinha à sombra desta democracia de muitos maus costumes.

António Ribeiro Ferreira, Grande Repórter in Correio da Manhã

quinta-feira, 29 de Outubro de 2009

calúnias

É claro que estes senhores, (.) (.) (.) são inequivocamente vítimas de uma qualquer cabala que o Ministério Público anda a amanhar. Gente tão importante, seria impensável andar na promiscuidade governo/privados só para arrebanhar o que estiver ao alcance da mão.

Por outro lado, se algum dia o país vier a ter uma justiça séria e códigos penais adequados, o melhor é colocar gradeamentos à volta de Lisboa e declarar a zona de prisão de alta segurança.

quarta-feira, 28 de Outubro de 2009

a bem do negócio

A nulidade política incumbente da Saúde, mais aquele senhor George, é que deviam ir explicar aos americanos as vantagens da vacina contra a gripe dos porcos que estão a impingir aos incautos que, na verdade, também não merecem outra merda. Compradas 3 M de doses, alguém tem de levar com elas, não é?

A relação risco-benefício, concretamente, é o quê? Por cada 3 vacinados, um morre, o outro constipa-se e o ultimo fica imune?

terça-feira, 20 de Outubro de 2009

Titanic

Por Aveiro, discute-se o destino dos 13 milhões de contos que custou o estádio de futebol no qual se realizaram dois encontros. Uns querem a sua implosão. Outros defendem que, caia de pé. De qualquer forma, os 13 milhões e respectivos juros, estão a pagamento até para lá de 2020. Tirando alguma coisa à mesa, mais um pouco à saúde, alguma à farmácia, uns trocos à educação dos filhos, e sacrificando qualquer extravagância relacionada com qualidade de vida, a gentinha há-de pagar.

Os mesmos coiros que contribuíram ao aumento da dívida a pagamento, atarefam-se para a repetir. A turba aplaude. Lembra o naufrágio do Titanic que se afundava num mar de gelo, enquanto a orquestra tocava.

segunda-feira, 19 de Outubro de 2009

faz de conta

Passadas 24 horas sobre a emissão da reportagem da TVI sobre o despejo selvagem de lamas e lixos tóxicos um pouco por todo o país, o ministério do ambiente, presidido por aquele senhor que todos temos ideia de já ter visto em algum lado, não tem nada a dizer.

É natural. Talvez tivesse algo a dizer, se existisse. Estamos habituados a pagar fantasias, e esta ideia que nos meteram na cabeça de que existe um organismo que zela pelo nosso ambiente, apenas faz parte da farsa mais geral de que este sítio, é um país.

Estarreja pela objectiva de um visitante (V)


Porta sul da cidade

sábado, 17 de Outubro de 2009

incúrias várias

A TVI apresentou ontem uma reportagem sobre a deposição ilegal de lamas e resíduos tóxicos, e os perigos recorrentes, associados à prática. Chamou-lhe muito apropriadamente, A Máfia Lusitana.

Posso testemunhar, no essencial, tudo o que foi dito, concluindo que passados dois ou três anos sobre o problema vivido nesta freguesia, nada mudou, nem sequer a estupidez, incúria e ignorância de quem deveria estar na linha da frente ao combate a este tipo de banditismo.

À época, quando levantei o problema, o então presidente da Junta desta Freguesia, nas primeiras reacções aos media, declarou que aquilo até era bom para a agricultura. A CME, tratou o problema assente no princípio de que não seria sua competência ou responsabilidade. As forças policiais, fizeram então o que hoje fazem ou seja, nunca têm efectivos para actuar na hora e se possível, tal como aqui aconteceu, arquivam o processo.

Outras instâncias, empurram o problema umas para outros. Por esta aldeia de Canelas, no Concelho de Estarreja, foi preciso levar o caso à Assembleia da República para que a empresa depositante, se visse constrangida a continuar a despejar a merda vinda do norte, em terrenos desta freguesia.

Para além da profunda ignorância revelada nas convicções de bondade destas acções, dos interesses económicos que se escondem por detrás destes despejos selvagens, do laissez faire comprometido de diferentes autoridades, o que está em causa, é a qualidade de vida e, principalmente, a saúde das populações, vítimas do laxismo, corrupção e desumanidade de quem é por si pago, para evitar que tais situações aconteçam.

Os relatórios apresentados nesta reportagem, por si, atestam a origem das terríveis doenças que nos vão devastando.

quinta-feira, 15 de Outubro de 2009

pequenas achegas à compreensão da crença

O PSD ganhou a autarquia de Estarreja com o voto de 36% dos eleitores inscritos. Um fenómeno recorrente que talvez se explique pela notável compreensão popular local, do fenómeno partidário e claro, respectivas doutrinas:

CDS, Partido Popular; o comunismo branco.

PS, Partido Socialista; o comunismo rosa.

PC, Partido Comunista; o comunismo vermelho.

PSD, Partido Social Democrata; hei-de votar no peessedêzinho do meu coração, até ao fim da vida.

PS, post scriptun ou disclaimer:
dado a confusão instalada na apreciação das posições políticas do autor deste blog, esclarece-se que o texto supra, nada tem a ver com a fotografia infra, por sinal bem bonita e testemunha do cuidado e ajardinado, coração da cidade.

Estarreja pela objectiva de um visitante (IV)

Estarreja, Cidade

terça-feira, 13 de Outubro de 2009

Tempos difíceis

Trapalhada das escutas, delírio do BE e pulverização do PSD ajudam a criar os mais improváveis estadistas.

Ontem, à saída do palácio de Belém, o engº Sócrates brindou-nos com uma exibição de luxo: rendido aos encantos do diálogo e às vantagens da negociação, o novo primeiro-ministro dispôs-se humildemente a falar com todos os partidos da oposição, sem "reserva mental" e sem "preconceitos", para assegurar "um Governo de quatro anos que responda aos problemas do país". Este alto desígnio exige, como é óbvio, uma oposição grata e solícita que saiba corresponder devidamente ao "gesto de abertura" tomado pelo PS. Tendo em conta o Governo anterior, exigiria também um primeiro-ministro diferente mas, terminado o ciclo eleitoral, os tempos não parecem propícios a este tipo de avaliações.

Por muito que isso custe a alguns espíritos mais renitentes, o engº Sócrates, depois de ter ganho este ciclo eleitoral, pretende, agora, transformar-se numa espécie de referencial de estabilidade. Uma pretensão que seria, no mínimo bizarra, se não se desse o caso do PS ter pela frente um PSD em frangalhos, um Bloco de Esquerda diminuído e um Presidente da República fragilizado. Perante este quadro de miséria, não é particularmente difícil governar à vista, entre a esquerda e a direita, recorrendo, sempre que necessário, ao apetecível papel de vítima. Difícil, sim, será suceder a si próprio mas enquanto o principal partido da oposição não se apresentar como uma alternativa sólida aos devaneios socialistas essa dificuldade acabará sempre por ser resolvida – como, aliás, se viu, nas últimas legislativas. Se o PS perdeu um partido (e perdeu), o PSD acabou por perder mais uma vez o país.

Por outro lado, os resultados do Bloco de Esquerda, no domingo, nomeadamente os resultados em Lisboa, não mostram só que o partido tem uma fraca implantação autárquica, o que, já de si, seria um fraco consolo eleitoral: mostram principalmente as debilidades de uma agremiação que vive do voto de protesto e de uma série de propostas lunáticas. O caminho, que parecia tão prometedor nas europeias, acabou por se afunilar inesperadamente nas autárquicas e na intransigência de meia dúzia de luminárias. Ao excluir-se de qualquer solução governativa, o Bloco corre o risco da inutilidade e de ficar de novo a falar sozinho.
Já o Presidente da República, a única voz com autoridade neste cenário de desolação, corre o risco de a ter perdido. Depois admirem-se que tudo isto – a trapalhada das escutas, o delírio do Bloco de Esquerda, a pulverização do PSD – ajude a criar os mais improváveis estadistas.

Constança Cunha e Sá, Jornalista, in CM

segunda-feira, 12 de Outubro de 2009

Estarreja pela objectiva de um visitante (III)

Praça Francisco Barbosa - Estarreja

o cavaquistão, é aqui

e não em Viseu. Em Estarreja, desde que candidato pelo PSD, até um cão ganha eleições. Aqui vota-se por fé, pura, autêntica, mais divina do que aquela que leva os crentes à igreja. Personalidades ou projectos, são irrelevantes, se não mesmo um problema porque dão que pensar, e isto de pensar, já se sabe, pode provocar dores de cabeça ou, coisa pior em cabeças que cultivam a felicidade que provém da ignorância.

O candidato Mendonça, é certo, acumulou erros de palmatória. E no entanto, o resultado, provavelmente teria sido igual, caso tivesse feito diferente. Estas terrinhas são pequenas, a inveja é um culto, e os ódiozinhos, são para a vida. O seu principal adversário, não foi o candidato concorrente. Foi sim, a sua esposa, então deputada à assembleia nacional, uma ascensão e um sucesso pessoal que a tacanhez local, jamais perdoará. Basta ouvi-los falar.

Alguns dos candidatos nas listas socialistas, representaram uma janela de oportunidade para estas terras. Foram literalmente varridos pela crença, e nem sequer valerá a pena falar dos custos da perda de oportunidade. Gente ignara que se sente feliz e realizada com excursões à Malafaia, dizem eles, à conta da Câmara, não merece outra merda senão aquela em que vive.

Mas, esta é a realidade do eleitorado local, e a língua que este percebe, é a das excursões por conta da Câmara. O candidato Mendonça, parece não ter percebido que os eleitores não são “os jovens” que fazem muita festa, muita animação, muita cantoria mas, globalmente, são poucos e não votam.

Por aqui, a decisão de voto é formada em conversas de mal dizer, ou boatos lançados a propósito, entre o espaço que medeia o minimercado e a taberna mais próxima. A uma franja significativa deste, projectos ou programas de candidatura não lhe interessa. Pior quando os ditos se não apresentam consistentes – caso do lago – ou não são vistos como sérios – caso da fábrica do carnaval, pois servem apenas para denegrir o seu autor.

Não vi um só eleitor, discutir os programas das diferentes candidaturas. Do programa do PSD, apresentado nos dias últimos da campanha eleitoral, não ouvi um só comentário. Já das propostas socialistas, ouvi alguns, quase sempre parvoíce. E destes, o que reti, foi o ódio sibilino que envenenava cada palavra.

Com toda esta fé partidária, o PSD pode dispor por mais quatro anos, da vida, da economia e do destino, dos que por aqui vão estando.

das eleições locais,

e como é conhecido, preferia que a candidatura do Camilo Rego tivesse vencido. Assim não aconteceu. Os eleitores preferiram mais do mesmo, pois que venha o caldo que a mesa está posta.

Isto é o que é, e não é seguramente, merecedor de grandes análises sociológicas. A candidatura PSD/CDS sabe do que é que o povo gosta e não se fez rogada. Ainda assim, apenas uma pequena nota para dizer que aqui, em Canelas, o PSD perdeu 74 votos e o Camilo Rego aumentou a votação do PS em 91. Tal significa apenas que aqui vivem mais 91 cidadãos para quem a vida não se faz com pinturas dos muros dos cemitérios. O PSD ganhou a freguesia por uma diferença de 109 votos.

à atenção do senhor Primeiro-ministro indigitado

Eis aqui dois potenciais ministros para o futuro governo desta comédia.

Disclaimer: Acessoria livre e desinteressada, gratuitamente concedida no espírito democrático do exercício da cidadania, conforme apelo do senhor presidente desta república.

domingo, 11 de Outubro de 2009

Estarreja pela objectiva de um visitante (II)


democracia

Gente que se mata a tiro de caçadeira, por razões partidárias. É desta animalidade que se faz a democracia, e a universalidade do voto. As consequências, são conhecidas.

sábado, 10 de Outubro de 2009

Estarreja pela objectiva de um visitante (I)



Estarreja - Portugal

comédia

Sensibiliza-me imenso o cuidado com que este simpático crente, analisa os meus textos e acto contínuo, cola as minhas opiniões a qualquer coisa entre o bloco de esquerda e a falecida união nacional. Qualquer coisa serve, excepto um módico de exercício intelectual na ponderação das opiniões expressas.

E como o compreendo. Inegavelmente, o seguidismo político que antecede o carreirismo, impede toda e qualquer liberdade de pensamento ou expressão. Não é o melhor caminho. É sim o único caminho, condição sine qua non para se singrar na porca da vida e particularmente, no conspurcado mundo da política à portuguesa.

O Zé Matos, entende que o voto de um cidadão cumpridor das suas obrigações para com a sociedade, deverá valer o mesmo que o de um marginal à dita. Que o voto de um cidadão honesto, deverá valer o mesmo que o de um criminoso. Que o voto de um pagador de impostos, deverá valer o mesmo que o de um parasita. Que o voto de um demente, deverá valer o mesmo que o de um cidadão lúcido. Que o voto de um cidadão responsável, deverá valer o mesmo que o de um irresponsável. Que o voto de um comatoso, deverá valer o mesmo que o voto de um individuo em posse de todas as suas faculdades, e que isso, será quinta essência da democracia. Pois bem, eu acho que não, e é um direito que me assiste. Entendo que as escolhas para a vida, para a sociedade e para o país, deveriam consubstanciar-se num acto decidido por gente capaz e responsável, nunca por via desta inclassificável palhaçada em que o futuro se decide pelo marketing político, e onde o voto é trocado por bonés e esferográficas.

Entendo que assim não pense. Compreende-se que se o acto eleitoral fosse uma coisa séria e responsável, não estariam na política os vigaristas que se conhecem, nem o país teria chegado ao estado calamitoso a que chegou. Por isso sou livre e independente, não preciso de me encostar a qualquer seita nem de lhe louvar falsas virtudes.

sexta-feira, 9 de Outubro de 2009

escolhas



Em Estarreja, as escolhas a fazer no próximo Domingo, são simples. Votar nos candidatos PSD, para continuarmos a viver como habitualmente ou, votar os candidatos das listas do PS, para ousar viver de forma diferente.

A escolha é simples. Já as implicações são mais complexas. Viver como habitualmente, significa um futuro próximo, igual ao passado. Ousar viver de forma diferente, obriga-nos a correr riscos, ir à luta, querer melhor futuro para nós e para os nossos filhos.

Cabe aos que sabem distinguir, influenciar com o seu voto, a escolha. A maioria dos eleitores, esses não estão capacitados para escolherem pela razão.

a maioria

Dizia-me um concidadão, que não lê nem lhe interessam os programas das candidaturas a Estarreja. Ele vota no partido X, independentemente de quem seja o candidato ou, o seu programa.

É desta massa idiota que é feito o país, sendo desta mesma massa que se alimenta a vampiragem que suga o esforço de quem trabalha e produz. E também é por isto que discordo da universalidade do voto que me sujeita a ser governado por maiorias de retardados funcionais.

enquanto o pau vai e vem..,

a legislação que limita os mandatos autárquicos a um máximo de dois consecutivos, deveria entrar agora em vigor. Os lobies partidários, autarcas de profissão e demais interessados nos negócios públicos, conseguiram adiar a coisa para daqui a quatro anos.

Adivinham-se quatro anos de grandes negócios, com forte incremento na construção de gaiolas para grilos e um peso significativo nas contas dos fazedores, em virtude do pesado aumento dos custos dos incentivos.

inaugurações

Ao que se diz, teremos amanhã nesta aldeia, umas horas antes de irmos a votos, mais uma inauguração, de mais uma semi-inutilidade pública, desta vez, um mini parque de recreação infantil, ali junto ao Ribeiro.

As preocupações da CME de Estarreja pelo bem-estar desta freguesia, particularmente depois do Camilo se apresentar a votos nas listas do PS, são comoventes e esclarecedoras quanto às políticas inconsequentes do executivo em funções, uma espécie de distribuição de papelinhos coloridos a indígenas selvagens.

De estrutural para resolução dos efectivos problemas dos fregueses, é que, nada! Fixar jovens através de políticas habitacionais, criação de emprego, exploração das potencialidades locais, políticas para o rejuvenescimento populacional, nicles batatoides.

Creio que o executivo camarário, veio mais vezes a Canelas nos pretéritos dois meses, do que nos oito anos que leva de governo. Na semana passada, tivemos a inauguração da recuperação do velho edifício da estação. Este, teremos a do parque infantil, um até sempre de José E. Matos que, mesmo a ser reeleito, adivinha-se, dificilmente cá voltará.

quinta-feira, 8 de Outubro de 2009

RSI

O PS, distribui por 385.000 indivíduos, muitos deles confirmadamente, indigentes profissionais, através de uma mecanismo denominado RSI, uma pequena parte da extorsão a que nos sujeita. Percebe-se e já aqui o disse diversamente, que a pobreza mantém os cidadãos reféns dos governos. Quanto mais gente for subsidiada ou paga pelo estado, mais seguro estará o voto no partido do poder.

O PS ganhou as eleições por uma maioria de votos equivalente ao número de indivíduos que recebem o RSI. Em vésperas de eleições, uma escola de um desses bairros sociais que albergam criminosos, indigentes e marginais, teve mesmo de destacar um funcionário para responder a uma questão recorrentemente posta:

- De que partido é o gajo que paga o subsídio à gente?

da ética ou, da sua falta

Na ética republicana, levar velhos a passear a 3 dias de eleições, é legal e democraticamente virtuoso. Na minha percepção, é uma desonestidade imperdoável, reveladora da tal honestidade intelectual, no caso, da sua falta, que venho referindo.

Levar os idosos a ver as obras do eco-parque, é claramente uma acção de campanha imposta aos mesmos que apenas seria aceitável se os ditos, voluntariamente o desejassem. Embarcar idosos em autocarros e, contra sua vontade ou, aproveitando-se da perda das faculdades subjacente à respectiva idade avançada, é uma espécie de sequestro e desrespeito que deveria ser objecto de participação criminal.

Devo confessar que me causa avultada repulsa este tipo de comportamento. Não bastando a desgraça da miséria moral, intelectual e financeira em que vivem estes idosos, ainda são abusados por quem, no fim de contas, encabeça a lista dos responsáveis pela situação em que se encontram.

Algumas destas pessoas, já não terão vontade própria, consciência de que estão a ser violentadas, força para dizerem não, mundo para perceberem que estão a ser usadas por gente pouco escrupulosa. Efectivamente, e como diz o povo, quem não tem vergonha, todo o mundo é seu.

quarta-feira, 7 de Outubro de 2009

por acaso, também acho

Os governantes têm de conhecer a realidade do País. E os cidadãos, por seu turno, têm o dever de participar na vida cívica, ao invés de se queixarem sistematicamente do Estado ou da classe política.

Discurso de Cavaco Silva em 5/10/2009

terça-feira, 6 de Outubro de 2009

comparando as propostas (3)

Do que representa efectivamente alguma verdadeira mais-valia para a freguesia, o programa da candidatura do PSD a Canelas é, basicamente omisso.

De tal forma que nem sequer vale a pena continuar a comparar os programas, ainda que mereça referência a obsessão pelo desporto.

Compreendo que a coisa veste como uma luva na cultura e consciências locais, formadas na filosofia vigente de que a vida não é para ser levada a sério. Para servir tal propósito, haverá um equipamento desportivo em cada esquina e um campeonato de qualquer berlinde, a qualquer hora.

Indo ao que interessa: O Camilo Rego, propõe-se a construir um lar para a terceira idade e lutar pela revisão do PDM, de acordo com as necessidades da freguesia. A candidatura do PSD rebate estes propósitos com a argumentação fútil de que os idosos preferem morrer em suas casas, e a revisão do PDM, não será prioritária. Por isso contrapõe a criação de (mais) um gabinete de apoio aos desvalidos, e o levantamento do número de habitações degradadas.

É óbvio que estas propostas são desonestas e profundamente perniciosas para esta aldeia, pela demagogia, pela irresponsabilidade dos seus proponentes.

A crua realidade, é que o PSD não quer a construção do lar em Canelas, porque o pretende para Estarreja, assim como não quer abrir frentes de construção nesta aldeia porque persegue o objectivo de concentrar investimentos e população, no mesmo local. Curto e grosso, o que a candidatura do PSD a Canelas propõe, é defender estes propósitos camarários, perpetuando a situação de retrocesso e a via do aniquilamento em curso.

Decidir ente Camilo Rego e Gabriel Tavares, é muito mais do que escolher uma cor ou um partido. É escolher os nossos, presente e futuro.

sábado, 3 de Outubro de 2009

Ademais, parece-me pura perda de tempo ensinar a tabuada a bestas

Queria aqui deixar claro que todos os candidatos me merecem respeito. O que já me não merece o mesmo respeito, é receberem subvenções, senhas de presença e outras mordomias, sem fazerem a ponta de um corno, nem mesmo um pequeno esforço para amanharem um programita minimamente consistente.

ora, o estado da coisa

é o seguinte: Em Oeiras, dois grupos de patetas desentenderam-se por causa de um gajo condenado a 7 anos de prisão efectiva, por se abotoar a dinheiros públicos, e que se candidata novamente, para continuar a ter acesso aos ditos. Tudo legal, moralmente dentro da normalidade da ética republicana e essas coisas.

quinta-feira, 1 de Outubro de 2009

com tantos tiros nos pés,

hoje é que os candidatos, verdadeiramente, sentem a falta das urgências do HVS.

atenção aos sapatos

A tal lista de tópicos, está a ser publicada no blog do melhor caminho, às mijinhas e respectivas pinguinhas.

caridade,

seria explicar aos senhores da CDU que, como em tudo na vida, para alargar o eleitorado, e ter mais votos, e ganhar influência e eleger representantes, é preciso trabalhar p’ra coisa.

Assim umas frases vagamente ligadas, atiradas em meia página de jornal, por alturas de eleições, em meia dúzia de palavras piedosas, é curtito.

Nem que fosse só para justificar os 75 €, o pessoal devia fazer de conta que faz oposição, que apresenta propostas sustentáveis, que as divulga, que trabalha num programa consequente, e o explica a estúpidos.

A dar beijinhos ao operariado, o Jerónimo já levou o partido à honrosa posição de último. E é mesmo muito provável que em próximas eleições, vá fazer companhia ao MRPP.

começo agora a perceber por que razão não há programas para ninguém

Li as entrevistas que os três candidatos a Estarreja, deram ao Jornal da terra. Prosa de grande qualidade, com evidente vantagem para a CDU. Do best!

Certamente por piedade, mão amiga fez-me chegar uma longa lista de tópicos, entendida por Programa de candidatura da coligação “o melhor caminho”.

Vou agora ver se meto uma cunha para aceder igualmente ao “futuro feliz”.

Como se percebe, estou prestes a entrar na clandestinidade. Um estúpido normal, pensa que os candidatos têm projectos e programas e visões e metas e objectivos e que tudo fará para que os estúpidos entendam a benevolência das suas propostas.

Errado. É por isso que são estúpidos.

quarta-feira, 30 de Setembro de 2009

sugestão às candidaturas a Estarreja

Creio que facilitaria a consulta dos programas dos candidatos à CME, a sua colocação online para download. Fica a sugestão.

é bom que nos entendamos

Já expliquei que não discuto partidarismos, que não sou filiado, e nem sequer nutro qualquer simpatia particular por qualquer das agremiações que integram a área de negócio da política.

Discuto sim, as consequências que as decisões políticas têm para a vida dos cidadãos, das comunidades, e do país. Discuto a carga fiscal a que somos sujeitos e a aplicação do dinheiro que o estado nos subtrai.

Questionar ou comentar propostas de governo, assim como escrutinar a aplicação de dinheiros públicos, é um acto de cidadania a que, nem cidadãos nem políticos, estão habituados mas, neste negócio, quem não quer ser escrutinado, procura outra actividade.

Os senhores, devem entender que eu pago impostos – demasiados – e que voto, ou seja, legitimo as vossas promessas, gastos, endividamentos e todas as decisões, boas ou más, que tomam.

Não deveriam pois ficar incomodados com as questões ou opiniões com que são confrontados. Antes, deveriam procurar esclarecer, justificar, e clarificar, demonstrando o interesse público das vossas propostas ou determinações. A arrogância, prepotência e demais doutorices, não ajudam a construir um país melhor nem a alterar significativamente e para melhor, a vida dos cidadãos.

O mesmo princípio se aplica aos funcionários municipais que confundem partidarismos, com a legítima defesa dos interesses colectivos. É bom que nos entendamos.

quanto ao programa do PSD para Canelas,

é um misto de algumas ideias retiradas ou coincidentes com o programa da candidatura do PS, outras próprias e interessantes, como é o caso da feira rural, algumas propostas de complicação da vida dos fregueses – falo da eco-aldeia - e ainda outras que disfarçam a incapacidade ou a falta de apoio, para ir mais além.

A estratégia de preservação dos campos lagunares parece correcta, faltando-lhe e definição de um objectivo exequível a curto prazo, para a necessária exploração e rentabilização.

Discordo em absoluto da posição da candidatura quanto à questão da revisão do PDM. É uma questão vital para a freguesia. As explicações que foram dadas, creio que por um candidato à CME, não nos servem nem convencem e o facto do actual executivo local não ter sido consultado pela CME quanto à questão, apenas pressagia que esta não tenha qualquer intenção de promover a necessária revisão. Gostaria de estar enganado relativamente a isto.

Dispensa-se e não seria necessário no dito programa, alguma palhada como é toda a liturgia para a educação. O que há de certo, é o encerramento da escola de imediato ou posteriormente à construção do pólo em Salreu. Falar de educação holística para crianças de 4 anos é uma daquelas ideias peregrinas que resultam das teorias que conduziram o ensino ao estado em que se encontra. Bastaria perguntar aos pais o que é o holismo, acrescendo que aprender música com a Banda ou, fazer desporto no Arsenal, é o que já hoje acontece.

De qualquer forma, exaltações intelectuais é o que não falta à generalidade das candidaturas. Do fundamental para a construção de uma vida melhor, entendo o programa muito vago e nada ambicioso.

terça-feira, 29 de Setembro de 2009

momento zen

Fui assistir, e enquanto cidadão, participar, na apresentação do programa do PSD a Canelas. Constatações:

· A dona Manuela não sabe o que é asfixia democrática.

· Os senhores do PSD enervam-se com perguntas.

· Segundo o presidente da junta, eu digo mal de tudo.

· Um funcionário da CME, pago também com os meus impostos, garante que a bacia de retenção, com o acordo da Câmara, não será construída, não se comprometendo quanto a uma eventual construção sem o dito acordo. Garante igualmente que, ao contrário do que a Simria diz, a obra não foi pedida pela Câmara.

· Os acólitos são mesmo acólitos.

· A Junta de freguesia não foi consultada pela CME para uma eventual revisão do PDM da freguesia.

· A população não tem dúvidas e raramente se engana.

Deus nos abençoe a noite.

hugh hugh hugh

Como era previsível, está consumado mais um acto desta patética palhaçada que entretém os nossos dias. O que ainda me surpreende, é a nossa capacidade de resistência a tanta merda.

visionários

Havemos de conceder que o Valentim esteve sempre muito à frente. Um verdadeiro visionário que enquanto a concorrência tentava trocar votos por esferográficas e bonés, já oferecia torradeiras, depiladoras e frigideiras. Mercê das dificuldades de aprendizagem características do país, a concorrência continua nos bonés e esferográficas mas, o Valentim deu o salto para outro nível. Bilhetes para um espectáculo do Tony Carreira.

Qual é a sopeira, que não dá o voto ao major, em troca de um bilhete para o Tony? Dá-lhe o voto e o que mais o major quiser!

espectáculo

as buscas por causa dos submarinos que o Portas comprou, um equipamento essencial à pesca de arrasto, inserem-se no espectáculo de entretenimento que as respectivas polícias mantêm em cena e ameaçam bater todos os recordes de permanência em cartaz, mercê do grande profissionalismo das ditas, e da paciência dos espectadores, pelo menos, da dos pagantes.

Assim que me lembre, estão em cena meia dúzia de comédias que arrasam a concorrência das produções fictícias. Temos a das malas de dinheiro e respectivos primos Suíços, a generosa distribuição de casas aos mais necessitados e respectivos amigos, a do autarca que enriqueceu como um nababo mas os investigadores mandam arquivar os inquéritos, a mega produção Freeport com primos gordos e ausentes em parte incerta, a comédia do aterro, os financiamentos com massa do jogo do bicho, e tantos outros já lavados pela espuma dos dias.

Só é pena que todas tenham o mesmo final; acabam sempre em nada e um gajo, chateia-se, não é?

quando o chefe não é melhor que os índios

Parece que o chefe dos índios convocou, não os índios mas a imprensa, para uma declaração à dita que não interessa nada aos índios.

Eu ainda pensei que seria para explicar devidamente como é que comprou e vendeu acções não cotadas em bolsa, um negócio de amigos que lhe permitiu arrecadar umas mais valias catitas, tudo isto antes da SLN falir e os índios terem entrado com a massa pagar os prejuízos.

Mas, ao que dizem os entendidos, parece que será por causa de um outro imbróglio que se prende com aludidas escutas à privacidade presidencial, um assunto que dura há ano e meio e a que o senhor, como seria seu dever e obrigação, nunca pôs um ponto final. Como deixou andar para não interferir no acto eleitoral, acabou a foder o PSD, consolidando a cooperação institucional que tão bem e depressa tem arrastado esta merda para o poço sem fundo em que se encontra.

vivó poder popular

Confesso uma imensurável admiração pelo inconformismo dos nossos candidatos no que toca a festejos e apoios às colectividades recreativas. Não se deixam abater pela pobreza, a crise não os toca, o endividamento não interessa para nada, e a leveza com que passam ao lado do que é importante para a vida, apenas tem paralelo no facto de sermos o povo mais pobre e atrasado da Europa.

Coitados dos mandriões, se algum dia a determinação dos nossos candidatos, se vira para o trabalho.

sentido de oportunidade

Em boa verdade, esperar-se-ia que o DCIAP tivesse igual sentido de oportunidade na obrigação de investigar todos os casos suspeitos de falta de lisura e, de preferência, antes de eleições. Se assim fosse, talvez soubéssemos já quem se abotoou ao guito do Freeport, do aterro da Beira e tantos outros que se encontram precocemente encalhados em gavetas esquecidas.

o caminho da luz

De vez em quando é necessário reconhecer a genialidade e mesmo, agradecer a bênção de termos quem nos indique o caminho da luz.

Depois da inauguração do primeiro recinto para andebol de praia, fora da praia – um novo e genial conceito de deslocalização – lembramos ao senhor presidente outra obra de premente necessidade e indiscutível utilidade que falta a esta freguesia; o campinho para o jogo da malha, senhor presidente. Faz muita faltinha. Talvez durante o próximo mandato, sff.

putativos candidatos

da leitura das entrevistas ao JE, dos candidatos às juntas de freguesia, conclui-se que o número de idiotas úteis, e mesmo inúteis, prontos a dedicarem-se à gestão pública, vai muito além do que o país pode sustentar.

Alguma desta gente, parece alienígena, tal é o grau zero do pensamento político e conhecimento do país e concelho, que somos. O parolismo do cimento é uma constante para a maioria que apenas aspira a ter uma piscina na aldeia, acrescida de obras de simbolismo semelhante, ou seja, gastar o dinheiro dos outros em dispensabilidades públicas.

Outros há que assentam toda uma candidatura em chavões, sejam eles sobre o Bioria ou, a defesa do Baixo Vouga. Desta maioria, não há um caralho que apresente um projecto de utilidade prática na construção de riqueza, na criação de emprego, de aproveitamento e exploração dos campos do Baixo Vouga, ainda que reconhecendo a pobreza em que vivemos. Em Veiros e a ser verdade o que dizem os candidatos, a única obra verdadeiramente necessária, é uma sopa dos pobres.

Enfim, em alguns casos, são mais uns valentes contributos para afundar o concelho e arrastar o país.

os programas dos candidatos

Em hora de apresentação do seus programas, espera-se dos candidatos à autarquia de Estarreja, contenção nas promessas e pragmatismo nos seus propósitos, em consonância com os reais problemas do Concelho, e a difícil situação financeira do país, o mesmo é dizer, dos contribuintes.

O anúncio de mega projectos que a população considera não serem exequíveis e classifica de imediato como promessas, não é uma mais valia para os candidatos, muito antes pelo contrário. Mesmo que de fundo, sejam importantes, devem ser encarados como uma janela de oportunidade a consolidar e tornar exequíveis, se tal e quando for possível.

O que deve constar em cada programa, deverá ser apenas o que de imediato, cada candidato entende de prioritário e passível de ser concluído durante o seu mandato. O anúncio de construir um lago em Estarreja, que ninguém leva a sério por falta de sustentação, não ajuda um candidato que, possivelmente, seria uma mais valia para Estarreja. Conjugar os estudos necessários, conseguir financiamentos e resolver a imensidão de problemas práticos, ambientais e burocráticos, levará muitos anos para além do seu próprio tempo de autarca. Entretanto, o que resta da cidade terá desmoronado por completo e Estarreja terá perdido a oportunidade de dar um valente safanão na pasmaceira em que existe.

segunda-feira, 28 de Setembro de 2009

resultados provisórios em Canelas

(Clicar na imagem para aumentar)


Por curiosidade, aqui deixo os resultados eleitorais nesta freguesia de Canelas.

Apenas três notas:

Em 5 anos, a freguesia perdeu 55 eleitores, mais de 4%, o que atesta do acelerado envelhecimento da população.

Numa terra de uma só cor, o PSD num momento em que o senso comum aconselharia o voto naquele partido, perdeu relativamente a 2005, 67 votos.

O número de votantes, baixou de 888, em 2005, para 811 ou seja, uma redução de 77 eleitores.

xuxialistas

Votei em Lisboa. No Sábado, véspera de eleições, ao longo de muitos quilómetros, deparei-me com uma gigantesca coluna de autocarros em direcção a Fátima, que transportavam idosos de um Concelho socialista do Porto, no seu passeio sénior anual, assim rezavam os identificadores. Quantos seriam ao certo, desconheço. O número mais elevado que vi foi o 122. Mais de 7.000 eleitores em passeio, pago com o erário público e por iniciativa de uma autarquia socialista. É isto o circo.

irresponsáveis

Como disse anteriormente, fosse qual fosse o resultado eleitoral, nada haveria a festejar. O imperativo nacional de retirar a maioria ao propagandista foi concretizado. Forçosamente, e a partir de agora, a prepotência e arrogância socialista serão comedidas. Os grandes projectos de endividamento do país, serão reconsiderados. Provavelmente teremos um qualquer governo a prazo já que em diferentes áreas, qualquer entendimento com Sócrates será impossível. Este, por sua vez, tudo fará para inviabilizar governos de ocasião na perspectiva de voltar a conquistar nova maioria em novo acto eleitoral.

Mas o grande vencedor, foi a abstenção. Mais de 3,5 M de irresponsáveis, entenderam que a situação não é suficientemente grave para que mereça o sacrifício de irem às urnas. Preferem circo, em lugar de pão. Deus lhe ponha a mão por baixo, tal como ao borracho.

sexta-feira, 25 de Setembro de 2009

o triunfo dos moleiros

Periférico, indigente, sem vergonha na cara, opaco e traficante de influências, é este o meu país que vai a votos.

Candidatos envoltos em suspeitas dos mais variados crimes que vão da corrupção pura e dura, ao compadrio, passando pelo tráfico de influências, apropriação ilícita, falsificação de assinaturas, e até ao roubo de uns fardos de palha, todos reclamados inocentes até prescrição dos respectivos processos, por força de sucessivos recursos.

Um país que diz ser José Sócrates, o pior ministro da sua história recente, acompanhado de um ministro das finanças, catalogado internacionalmente, como o pior da Europa. No final de uma legislatura que nos tornou mais pobres, mais endividados, que aumentou os impostos e diminuiu as pensões, subiu dramaticamente o número de desempregados, e a esperança escureceu, vamos a votos.

Uma democracia diminuída na qual o povo se não revê nos deputados que elege, estes mais interessados no carreirismo político ou nos lugares de administração das empresas públicas ou privadas.

Vamos então eleger os novos moleiros, sabendo à partida que continuarão a roubar na farinha.

grau zero da política

Não se pode comparar o roubo de uns fardos de palha com os Freeport, BPN, os primos da Suíça, e a imensidade de suspeições que as polícias não deslindam. O que temos de perceber, é que nesta área, cada um rouba o que pode.

gestão d'Aldeia

Realizou-se ontem a derradeira assembleia de freguesia desta, cada vez mais, aldeia. Um acto surrealista que pede meças a qualquer espectáculo de stand-up comedy, desta vez com grande assistência constituída pelos elementos das duas listas candidatas, e os três fregueses habituais nestas sessões. De qualquer forma, meia bilheteira.

Pontos altos foram a apreciação e votação ad hoc de assuntos financeiros, introduzidos no decorrer da sessão que a mesma assembleia aprovou na base da confiança na seriedade da Junta, sem qualquer estudo, ou documento de suporte.

Mas, o momento da noite, foi o relatório da situação financeira. O senhor presidente, recitou de cabeça, valores aproximados dos montantes em caixa, valores aproximados das dívidas a fornecedores (sem esquecer umas sandes em dívida à banda) e, transferências em dívida pela CME. Ficámos sem saber, como é óbvio, qual a situação financeira, ficando subentendido que é apertada. Tudo isto devidamente aceite pelos excelentíssimos membros da digna assembleia.

Não está em causa a seriedade de qualquer dos eleitos, nem a boa vontade em abdicarem de algumas horas da sua vida para constituírem este órgão de poder. O que está em causa, é o cumprimento da lei, a eficácia da gestão, e o papel da própria assembleia cuja existência se justifica pela obrigatoriedade de fiscalização dos actos da Junta, papel esse que se não consubstancia na aceitação de contas, recitadas de memória. Desconheço se o conceito de mapas de fluxo financeiro, ou outro semelhante, se aplicam à gestão pública mas, um mínimo de rigor na prestação de contas públicas, deveria ser exigível.

quinta-feira, 24 de Setembro de 2009

até ao lavar dos cestos

Afinal, não é Portugal, graças ao admirável propagandista, o líder nas tecnologias para a energia renovável? Querem ver que os Espanhóis entraram na campanha negra!

comparando as propostas (2)

Continuando a análise aos programas dos dois candidatos, vejamos a área de Cultura e Lazer:

Camilo Rego

» Elaboração de Programas ocupacionais para jovens e 3ª Idade - em colaboração com a CME
» Dinamização de eventos culturais ao longo do ano
» Criação do Museu Etnográfico Municipal - em colaboração com a CME
» Criação de um Centro de Apoio Escolar nas instalações da Junta
» Apoio às Colectividades e Instituições

Gabriel Tavares

- Promover a elaboração do projecto do futuro espaço multiusos de Canelas, constituído por, núcleo museológico e centro de eventos
- Continuar a reabilitação do Ribeiro de Canelas, aproveitando a operação prevista do POLIS da Ria para a execução desta 2ª fase de actuação em toda a zona do Ribeiro.

- Apoiar e dinamizar o projecto “Estação Viva”
-Conservar e desenvolver o projecto Bioria

Duas propostas relevantes para a freguesia:

1. Criação de um museu etnográfico municipal
2. Criação de um centro de apoio escolar

A primeira, é de grande importância duas ordens de razões:

- Preservar a história e identidade do Concelho.
- Uma primeira descentralização relativamente a Estarreja e um pólo de atracção para a freguesia.

Ambos os candidatos o propõem, ainda que a ideia pertença ao Camilo que se propõe a avançar, ao passo que a candidatura do PSD fala em promover elaboração de projecto. E como já expliquei, o candidato Eduardo Matos, caso vença as eleições, fará um derradeiro mandato pelo que, por parte do PSD, tal proposta jamais verá a luz do dia. Entre a promoção do projecto e a sua concretização passarão os 4 anos do mandato, e daria ainda para mais quatro.

A segunda, nem precisa de explicação ou comentário que não seja a sua ausência nas preocupações do PSD.

Não deixa de ser interessante verificar a propositada inclusão de alguns propósitos no programa do candidato Tavares que são apenas da responsabilidade da CME. Estão aqui apenas para enher.

- Continuar a reabilitação do Ribeiro de Canelas, aproveitando a operação prevista do POLIS da Ria para a execução desta 2ª fase de actuação em toda a zona do Ribeiro.

Ora a Junta não é tida nem achada nesta obra, realizada com fundos europeus, inscreve-se num propósito abrangente a todas as ribeiras do Concelho e será concluída independentemente de quem seja o candidato vencedor à CME ou à Junta.

Há uma evidente e propositada colagem da projectos concelhios, já aprovados e financiados ao programa de candidatura à Junta. Nuns casos, como este último beneficia o candidato, noutro, como o do museu, só o prejudica.

A conservação dos percursos Bioria, será feita em qualquer dos casos – coisa que de momento não acontece – desde que as verbas necessárias sejam transferidas. Convinha aqui referir, que não vejo idêntica preocupação na limpeza das valetas das ruas da freguesia. Actualmente, são limpas 1 ou 2 vezes em cada ano. É pouco, como se pode verificar pela abundante fauna e flora que nas ditas vive.

comparando as propostas (1)

Comparando as propostas dos dois candidatos a Canelas, Camilo Rego e Gabriel Tavares, a primeira coisa que salta à vista é que se o Camilo cobra direitos de autor, o Gabriel está tramado. Há mais de um mês que o Camilo divulgou as suas propostas. O candidato do PSD, fê-lo ontem. Quanto às valências dos serviços da Junta, vejamos:

Camilo Rego:

Abertura da Junta também em horário diurno
» Acesso gratuito à Internet
» Serviço de fotocópias e impressão
» Pagamento de vales de reforma
» Imposto Municipal de Veículos (Selos dos carros)
» Formação gratuita em informática básica (Word, Excel, Power Poit, Outlook e Internet Explorer)
» Abertura das instalações da Junta a iniciativas particulares ou colectivas

Gabriel Tavares:

- Alargar o horário de funcionamento
- Promover o orçamento participativo, com abertura à população para introdução de propostas executáveis
- Implementação de sistema Wireless
- Página na Internet da Freguesia
- Aumentar e melhorar os pontos de divulgação/informação em toda a freguesia

Ambos propõem o alargamento do horário de funcionamento. Pergunta-se, porque razão, sendo a Junta liderada pelo PSD, tal valência não está já em funcionamento?

O Camilo propõe-se a prestar uma série de serviços inestimáveis e de indiscutível utilidade prática aos habitantes, como é o caso do pagamento dos vales de pensões, regularização de dívidas ao fisco e, talvez mais importante, proporcionar formação gratuita na área das aplicações informáticas.

Creio que por aqui, estamos conversados.

quarta-feira, 23 de Setembro de 2009

fónix

era só gajos a fazerem desfeitas à doutora Ana Jorge e àquele outro senhor que ‘stá sempre a dizer que vai morrer meio mundo com a gripe dos porcos.

nem sei como dizer isto

Ando embatucado. Canelas foi objecto de um melhoramento de vulto, um factor de progresso visível e palpável, ao nível de qualquer metrópole, e eu, que insisto em apontar as carências da terra, tenho de dar a mão à palmatória.

Duas, hã, logo duas - até ando comovido - ruas, a da Estação e a do Ribeiro, foram objecto de demarcação do eixo da via. Ali, tracejadinho descontínuo branco, como nas avenidas, nos boullevards. Roa-se a vizinhança invejosa e ingrata.

É q’um gajo nem tinha a noção de que anda sempre em contramão, nem sequer de que cai na valeta contrária sempre que um morador deixa a voiture à porta da maison.

Faz muito bem o candidato do PSD em pedir reforço do policiamento. Vai ser um vê-se-te-avias.

As vacas (fêmeas dos bois) é que não gostaram desta novidade. Têm de se apertar todo o trajecto para não largarem a bosta em cima de tão notável beneficiação.

Éeeeeeh pá,

isto assim fia mais fino. Então a Câmara andou a viajar e a gente a pagar? E viajou para onde? Excursões ao São Toínho? À Quinta da Malafaia? E o candidato Mendonça também ia nas viagens ou era só a Câmara? E o que é que foi de viagem? O edifício, o mobiliário ou os funcionários?

Um gajo tem de saber estas coisas porque isto é que é política à séria.

PS: Eu posso testemunhar que o candidato Eduardo Matos, no porta a porta de Canelas, me mandou umas bocas mas, nada sobre a coisa do dique, o que, como é do conhecimento geral sai sempre dos serventuários mais papistas que o papa a fazerem jeitos.
Segundo PS: A direcção de campanha já pensou vender os textos do blog às produções fictícias?

o que está em causa

no próximo Domingo, não é o circo partidário, as emoções da vitória ou derrota da cor predilecta, não é José Sócrates ou a Doutora Ferreira Leite. No próximo Domingo, o que está em causa, é a vida de cada um de nós.

O que está em causa, são 600.000 desempregados, milhares de empresas encerradas e outras tantas em risco, uma dívida galopante do estado à razão de 300.000 contos por cada hora que passa, um povo asfixiado em impostos, pensionistas vítimas da extorsão do fisco que lhes cobrou em 2007 mais 104 milhões de euros sobre o que já tinha cobrado em 2006, reformados que pagam 42% de IRS enquanto a banca paga 5% de IRC, cidadãos que trabalharam uma vida inteira e vêm a sua reforma diminuída, milhares de famílias penhoradas pela cupidez fiscal, uma justiça de brincar que apenas condena pilha galinhas, um ministério público incapaz de investigar o que quer que seja, uma escola que não prepara os alunos para a vida, um país que confunde desenvolvimento com estradas e ensino com computadores de brincar.

Um país que já perdeu a noção do “ganhar a vida” que vive de facilitismos e da subsidio dependência. Filhos que já não vêm os pais saírem para o trabalho, e eles mesmo não conseguem um emprego.

As sondagens que daqui a poucas horas serão divulgadas, dirão que o PS está perto de uma nova maioria absoluta com cerca de 40% das intenções de voto. Tal significa que enquanto povo, não aprendemos nada. E é tudo isto que está em causa. E vença quem vencer, o que é certo é que não teremos qualquer razão para festejar. Bem pelo contrário.

e ainda não começou a chover

É pena que assim seja. Património público abandonado entre erva da altura de um homem no percurso do Rio Jardim, integrante do projecto Bioria.

perguntar não ofende

Neste curto período em que decidimos o que vai ser a nossa vida nos próximos quatro anos, o circo hasteou a bandeira da asfixia democrática. Não seria muito mais útil ao nosso esclarecimento, o hastear da asfixia económica?

abençoados

Circula pela aldeia, e também em Salreu, um movimento apelativo contra o voto no candidato Mendonça, alegadamente porque este teria sido o autor da denúncia que impediu a construção do dique de contenção da água salgada nos campos destas povoações.

Provavelmente, é mais uma manobra da cacicagem local em defesa do seu candidato.

Eu devo dizer que a coisa tem uma certa piada, ver ignorantes funcionais que vivem uma vida miserável, inflamados em defesa de quem os fode. Uma gajada que para poder sair destas aldeias, tem de esperar pela excursão da Câmara, que entrega as pensões nas farmácias e assina de cruz, incapaz de se defender a si própria, defende exactamente quem tal vida lhes fadou.

Esta fauna que se deveria indignar com o valor das pensões, com o preço dos medicamentos, a carga fiscal, o desemprego, ou o valor dos salários, indigna-se por uma merda qualquer passada, cuja veracidade está por confirmar. A menos que seja verdade que os abençoados que nada esperam, vão mesmo para o céu, esta malta passa mesmo por dois infernos. Em vida, e na morte.

do Manual do Bom Escutismo

Sinto-me na obrigação de tirar o chapéu ao(s) autor(es) do Manual do Bom Escutismo produzido pelo PSD para Canelas e o qual designa eufemísticamente por, Programa de Candidatura à Junta de Freguesia.

Gosto particularmente das, promoções. Basicamente, o programa(?) apresentado pelos candidatos, não é de fazer (verbo erradicado na linguagem do PSD no que respeita a Canelas) investir ou construir. É sim, promover.

Vejamos alguns exemplos:

- Promover o orçamento participativo, com abertura à população para introdução de propostas executáveis
- Promover acções de formação
- Promover a elaboração do projecto do futuro espaço multiusos de Canelas, constituído por:
. Núcleo museológico
. Centro de eventos

Até o espaço museológico, copiado ao Camilo o qual, este se propõe construir, é uma promoção para o PSD. Acontece que este é um programa para quatro anos, ou seja, teremos promoções durante quatro anos, findos os quais, se acabarão (as promoções) porque o candidato Eduardo Matos estará impedido de nova candidatura e, como se imagina, as famosas promoções bem como os estudos, irão, numa óptica de promoção da separação e reciclagem de resíduos, para o respectivo contentor.

Entretanto passaram mais quatro anos. Alguns dos actuais eleitores já estarão promovidos a pó entre o muro de contenção de terras do novo cemitério – se por algum celeste desígnio vier a ser construído – e o objectivo principal de entreter parolos, plenamente conseguido.

O que me espanta, é que entre as pessoas candidatas, há gente com cérebro. Falta saber a razão pela qual se dispõe a dar cobertura a tal merda.

diz-me com quem andas..,

a gentinha que tomou o poder de assalto, mandatou o embaixador Manuel Maria Carrilho – um dos poucos socialistas com carácter que ainda restam à agremiação – votar num egípcio ex-terrorista, para director geral da Unesco.

Manuel Carrilho recusou-se a votar em tal personagem. O propagandista secundado por um tal Amado, designou outro diplomata que foi a correr, executar o encarrego.

Felizmente para o Mundo, a organização para a ciência e cultura, acabou por eleger alguém com um módico de decência.

Também por estas escolhas, se avalia quem nos (des)governa, e de quem se rodeiam.

vale tudo

Em toda a minha vida consciente, nunca o país esteve nas mãos de gente tão pequenina, suja e boçal. Uma verdadeira quadrilha em toda a acepção da palavra, que envergonha as trabalhadoras do Intendente.

O famoso brinquedo Magalhães, o meio que o propagandista encontrou para fazer crer ao país que a instrução ou a genialidade se podem adquirir por atacado e sem qualquer esforço, serviu de distracção a uns milhares de crianças que ocuparam um ano da sua vida em jogos computorizados, em vez de aprenderem a tabuada.

Em vésperas de eleições, parece que o dito propagandista, cancelou as encomendas do brinquedo. Provavelmente, terá feito bem. A escola deve servir, essencialmente, para estudar. Já a justificação para o cancelamento, é própria da tal gente pequenina e sem escrúpulos; se ganharem a eleição, volta a haver Magalhães, se não… A isto chama-se chantagem.

É esta gente que escrutinamos no próximo Domingo.

terça-feira, 22 de Setembro de 2009

‘tão a ver como eu tinha razão?

não vos dizia que o blog do Melhor Caminho ainda se ia tornar uma página humorística?
Aliás, em perfeita sintonia com a própria candidatura. Um gajo cheira-as! Promete, uma campanha alegre.

estranha-se não constar

do programa do PSD a Canelas, a exemplo do propósito; Incentivar a utilização de energias renováveis e a implementação de soluções para a poupança energética, propósito semelhante para poupança de água.

Tanto mais que ao que se pode ler, as facturas da mesma já começaram a reflectir no seu quantitativo, as vantagens da adesão do município à ARA, acrescendo ser a dita, um bem mais precioso e escasso, que a própria energia.

Com o incentivo e formação adequados, a gente sempre poderia deixar de tomar banho, lavar as partes púbicas ou mesmo, escusar-se a puxar o autoclismo, em perfeita consonância com tantas preocupações ecológicas, e tão poucas de investimento.

A menos que a ARA nesta fase de consolidação precise vender, para poder crescer e aí sim, albergar os boys impacientes, não se compreende tamanha lacuna.

folclore e quejandos

O boletim de campanha nº 6 do candidato socialista à CME, divulga mais 3 propostas denominadas, de desenvolvimento.

Relativamente à terceira; uma estratégia de desenvolvimento desportivo para o município, lembro ao candidato a necessidade de racionalizar os apoios pecuniários à catrafilada de instituições que proliferam como cogumelos, em prol das mais variadas modalidades de berlinde e pião, para entreterem miúdos e graúdos enquanto estes vão passando ao lado da vida e do que, para a dita, é importante.

Raros serão os que ganharão a vida na canoagem, na patinagem, na orientação ou, no futebol de salão e o país, endivida-se à razão de 300.000 contos à hora, enquanto o estrangeiro nos for dando crédito. O país, não é uma entidade abstracta e a dívida contraída, terá de ser paga. Nisto de dar o dinheiro que já não temos a instituições que nada acrescentam, o candidato socialista partilha a mesma fé, ou idêntica falta de coragem para enfrentar a crua realidade - e os lobies de trazer por casa - do homólogo social-democrata.

Sei que estas políticas rendem os votos de um povo que vive de bairrismos, partidarismos e imbecilidades semelhantes. Sei que falar de instrução, trabalho ou produtividade, não é bem visto mas, quanto mais depressa tivermos a coragem de fazer o que terá de ser feito, menos doloroso será. Condenar filhos e netos à miséria dos nossos avós, é um crime irreparável que se comete.

Os senhores animadores destes folclores, deveriam saber que quem efectivamente comanda este país, ou mesmo, simplesmente os que para isso têm posses, já mandaram os filhos embora. Vivem e estudam no estrangeiro. Quem sabe do país, há muito que sabe da sua inviabilidade. Por aqui vão ficando os restos das tendas da festa.

os senhores candidatos

não levem a mal a minha recusa em receber as vossas inutilidades publicitárias. Não é nada pessoal. Apenas uma questão de princípio entender que as dotações que os partidos recebem directamente dos impostos que pagamos, devam ser usadas em utilidades, não em inutilidades. Uma esferográfica, uma T-shirt ou, um boné, não significam rigorosamente nada para a nossa vida, excepto o dinheiro que sai directamente do nosso trabalho, para a sua aquisição.

Todos ganharíamos, se a política fosse séria. Todos ganharíamos, se entendesse-mos a política como as escolhas a fazer para as nossas vidas. Acontece que esta seriedade, não se conjuga com o marketing político. Lembra-me sempre de quando trocávamos especiarias por contas de vidro. A aldrabice ainda é a mesma e o seu entendimento, também.

pobreza

Por estes dias, a cada hora que passa, o défice do Estado aumenta 1,5 milhões de euros, ou seja, a diferença entre o que recebe e o que gasta é de 300 mil contos. Qualquer coisa como 7.200.000 contos por dia. Desconheço quem, quando ou como se vai pagar tal monstruosidade. O que sei é que isto tem de parar. De imediato se possível.

dolce far niente

Não há nada como dormir sobre o assunto. A coisa clarifica-se. O programa do PSD para Canelas, é um piedoso manual de boas maneiras para a educação de um agrupamento de escuteiros, repleto de eco-intenções e boas acções.

Pena que nada contenha de significativo para as nossas vidas, que se ganham com trabalho. Ajudar velhinhos a atravessar a rua para irem à assistência social é resultado da pobreza, coisa que já temos em demasia.

Projectos para enriquecer os habitantes desta aldeia, e o Concelho, seria criar condições para a produção e comercialização em larga escala, da carne Marinhoa ou, demarcar uma pequena zona industrial para instalar pequenas artes e ofícios de proximidade ou, rever o PDM ou, ou, ou, qualquer outro disparate que traga riqueza às pessoas, ao Concelho e ao país.

Este programa do PSD/Estarreja, é a continuidade do dolce far niente acomodado. É mais cómodo continuar a pasmaceira que produz a pobreza, do que partir convenções, rasgar caminhos, insurgir-se contra as desigualdades, acordar deste estado comatoso, revoltar-se contra a condição da ignorância ou, da pobreza. É em suma, um lamentável manual da estagnação social.

para o(s) destinatário(s)

Grande e substantiva é a diferença entre dizer, e fazer uns disparates. É que do dizer, não vem normalmente, grande mal ao mundo. Já do fazer, resulta muito do país que temos.

segunda-feira, 21 de Setembro de 2009

promessas

É a segunda vez que o presidente da CME, e novamente candidato, senhor Eduardo Matos, me diz que não faz promessas que não possa cumprir.

Nem outra coisa esperaríamos. Aliás, as promessas eleitorais, geralmente, acabam por não passar disso mesmo. Promessas.

O que pretendemos, é a assumpção de compromissos que garantam o nosso desenvolvimento colectivo e nos equiparem a outras freguesias cujos orçamentos em muito ultrapassam os desta, mesmo per capita.

E a conversa vazia das promessas que se não fazem porque se não podem cumprir, acaba por ser igual à das promessas que se fazem, sem pretender cumprir. Para as nossas vidas, o resultado é igual. Ficamos onde estamos.

Nenhuma destas conversas nos serve.

um primeiro comentário ao programa do PSD para Canelas

Da candidatura do PSD, não esperava grandes propostas, nem um programa tão fraquinho, devo confessar. No entanto, e de tanto falar no que é essencial para a freguesia, tinha esperança que o candidato Eduardo Matos, fizesse reflectir no programa para a freguesia, alguma coisa do que é realmente estruturante.

A questão do PDM, não merece interesse aos candidatos. Algo que asfixia a freguesia, que a empobrece, que mantém terrenos ao abandono, impedindo a sua valorização, não merece uma palavra. Aposta-se antes na assistência à crescente pobreza pela criação de mais um gabinete de apoio social.

A questão do abrigo à terceira idade, também não é importante. Uma estrutura essencial à qualidade do fim da vida de quem muito trabalhou, que criaria emprego local significativo, também não vale nada. Aposta-se no cemitério, um investimento seguro na morte.

Outra questão fundamental, a recusa, por parte dos habitantes, da construção da bacia de retenção, não é abordada. Presumo que se inserirá na ideia da ECO-Aldeia, que armazena a merda dos vizinhos.

Com o respeito que me merecem os senhores candidatos, a política apresentada para esta freguesia, é deplorável. A generalidade destes projectos, é simpática e todos estamos de acordo com uma aldeia mais limpa, projectos de artesanato, promoções e estudos vários. Mas é óbvio que ganhar eleições com cantilenas, resulta em aprofundar o atraso económico que nos separa do mundo. Do que é essencial para uma vida melhor, nada consta. De projectos de trabalho para criarmos riqueza, nada.

programa do PSD a Canelas (6)

Geral

- Alargar o horário de funcionamento
- Promover o orçamento participativo, com abertura à população para introdução de propostas executáveis
- Implementação de sistema Wireless
- Página na Internet da Freguesia
- Aumentar e melhorar os pontos de divulgação/informação em toda a freguesia
- Reforço do policiamento
- Farmácia/Posto de medicamentos

Questões e comentários; O alargamento do horário de funcionamento da Junta é bem-vindo e uma boa ideia do Camilo que mereceu seguidores.

O orçamento participativo é um bom princípio de gestão pública e já neste blog anteriormente abordado. Mas, não é a questão de fundo. De fundo, é a quantia inscrita que tem rondado os 250.000 euros, claramente insuficiente para as necessidades da freguesia. E o que não se vê no programa, é a alteração da situação.

A questão do wireless, é folclore. Quantos dos habitantes têm computadores portáteis e não têm internet?

Reforço do policiamento é uma boa piada. Basta conhecer a questão da segurança e os meios aquartelados em Estarreja.

Farmácia, não depende da Junta ou da Câmara. Depende em primeiro da respectiva autorização para a sua abertura e, do seu interesse comercial que se adivinha, pouco atractivo. O posto de medicamentos pode ser uma boa ideia, desde que as entidades a envolver vejam o interesse.

programa do PSD a Canelas (5)

Educação

- Apoiar a Associação de Pais
- Promover acções de formação
- Reactivação do espaço internet nas instalações da Junta de Freguesia.


Questões; a Associação de Pais já não é apoiada? Como vai a dita, ser novamente apoiada? Em que consistem as acções de formação? Bordados? O espaço Internet deveria privilegiar a formação na óptica do utilizador e ser disponibilizado em prioridade para os mais idosos. O que se passou anteriormente, foi uma vergonha. Um investimento público de alguma monta totalmente desperdiçado em jogos online, divertimento a que os miúdos terão direito, em suas casas e com o seu dinheiro.

programa do PSD a Canelas (4)

Ambiente


- Projectar Canelas como uma eco-aldeia
. Entreposto do Eco-Centro em Canelas: espaço para entulhos, resíduos bio-degradáveis e monos
. Promover a separação de resíduos e reciclagem
. Requalificação das fontes e linhas de água da freguesia
. Incentivar a utilização de energias renováveis e a implementação de soluções para a poupança energética.
- Definir uma estratégia para incentivar a preservação dos traçados originais das valas do campo para a sua limpeza e desmatação regular.

Comentário; o entreposto é uma necessidade. Durante o actual mandato, a Assembleia de Freguesia fez uma recomendação ao executivo da junta para demarcar um terreno para depósito destes lixos. O executivo não pôs em prática esta recomendação. Aparece agora no programa do mesmo PSD que se recusou à sua execução. O restante, é oratória. O campo só volta à vida por uma destas vias: Através de um programa sério de turismo da natureza; pela reabilitação agrícola; pela implementação de um projecto pecuário de vulto. Fora disto, será trabalho voluntário que nada acrescenta à economia local.

A requalificação das fontes é interessantes desde que as águas sejam próprias para consumo. No estado actual de contaminação, não vejo o interesse. Seria mais interessante e hipoteticamente útil à freguesia, o incentivo à reconstrução dos moinhos que um pouco por todo o lado, desabam. Poderia ligar-se esta actividade da moagem ao turismo da natureza que lentamente se desenha, criando mais um importante motivo de interesse para atrair visitantes à região.

programa do PSD a Canelas (3)

Hurbanismo

- Incentivar a implementação da postura de trânsito

Pergunta; mas de quem é a responsabilidade de implementação da dita postura? O que é ou qual é, a responsabilidade da Junta na colocação dos respectivos sinais? Incentivar quem? O que é que a dita implementação trás à população?

- Criação de espaços de estacionamento no centro da freguesia

Comentário; ainda que o centro da freguesia seja onde um homem quiser, esta questão é velha e revelha? O que interessa; Quem, Quando Onde e Como, se vai fazer?

- Criação da bolsa de habitação

. Levantamento das casas desabitadas ou em ruínas

. Incentivo ao restauro e utilização, juntamente com a CME

Comentário; a questão dos incentivos à reabilitação de imóveis degradados é ampla e não uma medida avulso inserida num programa de junta de freguesia. A CME há muito que deveria ter dado atenção a este assunto dado o carácter geral de degradação do parque habitacional do Concelho e mais concretamente, do da freguesia de Beduído a que habitualmente chamamos Estarreja. E o incentivo, só se faz com dinheiro, seja ele na forma de isenção ou baixa de impostos, comparticipação a fundo perdido ou, empréstimos a juros bonificados. Palmadinhas nas costas é que não dá mesmo. Seria oportuno divulgar de imediato quais os incentivos previstos.

- Conservação e melhoramento das vias de circulação da freguesia:

. Requalificação do acesso sul a Canelas

. Asfaltamento do troço Picoto Sul – passagem superior A1

. Estudo da ligação Canelas – Albergaria

- Estrutura de suporte de terras no cemitério novo

Comentário; a conservação e melhoramento dos acessos é uma obrigação dos órgão do Poder. Também é para isso que pagamos impostos. O estudo da ligação a Albergaria é coisa em estudo desde o tempo de dona Mafadona e a gente já não leva a sério. Já quanto ao cemitério, é efectivamente bem-vindo o suporte de terras, não vão os mortos desabar.

programa do PSD a Canelas

Relativamente às questões que aqui vou colocando sobre o programa do PSD, seria de grande utilidade que as mesmas fossem tratadas e respondidas durante a apresentação do referido programa a realizar em 29/09/2009.

programa do PSD a Canelas (2)

Cultura e lazer:

- Promover a elaboração do projecto do futuro espaço multiusos de Canelas, constituído por:
. Núcleo museológico
. Centro de eventos

Pergunta; não é à Câmara que compete a elaboração dos projectos? A junta promove o quê? Lembra à Câmara que tem de elaborar o projecto? Esta promoção, não corresponde à proposta do Camilo de constituir um museu rural concelhio? De que serve um projecto que não seja executado durante o eventual último período deste executivo?

- Continuar a reabilitação do Ribeiro de Canelas, aproveitando a operação prevista do POLIS da Ria para a execução desta 2ª fase de actuação em toda a zona do Ribeiro.
- Potenciar a realização de eventos de interesse público nas instalações da Junta
- Apoiar e dinamizar o projecto “Estação Viva”
. Acolhimento ao visitante
. Eventos culturais
-Conservar e desenvolver o projecto Bioria

Comentário; apoiar uma série de intenções que em concreto para a qualidade sócio-económica dos habitantes, trazem nada. Excepção à reabilitação do esteiro que continua debaixo do fantasma da construção de uma bacia de retenção de esgotos.

programa do PSD a Canelas (1)

Devo dizer que o programa do PSD a Canelas, distribui-se por seis áreas, e engloba 25 propostas. Merece análise, esclarecimento e a necessária discussão.

Para a área social:

- Criação de gabinete de apoio social

Pergunta; isto é, concretamente o quê? Sopa dos pobres? Delegação do IEFP? Do que estas aldeias necessitam não é de um lar para a terceira idade?

- Serviço de apoio ao cidadão

Pergunta; é o quê? Pagar os vales de reforma e preencher as declarações de IRS, contempladas no programa do Camilo?

- Manutenção e melhoria contínua dos serviços de saúde

Pergunta; consiste em quê? Pagar o táxi para levar os velhos ao médico de Estarreja?

finalmente,

acaba de me ser entregue o programa do PSD para Canelas. Estou petrificado. Nem sei por onde lhe pegar.

só para esclarecer

Já disse que apoio o Camilo por entender que é o melhor para Canelas. Basta ver o seu programa - por enquanto o único - limpo, atempado e abrangente do que é essencial à freguesia. Espero claro, pelo do outro candidato. Depois compararei.

A conversa mole de que não deixarei trabalhar o candidato do PSD, caso este vença as eleições, só serve para criar distracções ao que é essencial. Pelo contrário, os meus conterrâneos podem estar absolutamente certos e descansados. Não tenho a capacidade de realizar aquilo que vos passa pela cabeça, até porque, se tivesse tal, concretizaria o que vai na minha, e não na vossa.
Fiquem certos, dizia, que contrariamente aos vossos receios, qualquer que seja o candidato escolhido e particularmente, no caso da Junta e Câmara serem do mesmo partido, faço questão em escrutinar o cumprimento, passo a passo, alínea a alínea, caso a caso, de cada uma das propostas inscrita nos respectivos programas eleitorais.

E para que não pensem que descuido o meu dever de verificar o cumprimento destes contratos, nem a obrigação dos eleitos trabalharem nas ditas promessas eleitorais, fá-lo-ei ao longo de todo o mandato e não apenas no princípio ou, no fim do dito.

E não me movem partidarismos ou questões de índole pessoal. Apenas estou farto deste circo que entretém o povo, enquanto o mantém em níveis de desenvolvimento terceiro mundistas. Temos direito a tudo o que pagamos e o que temos recebido, não cobre o que nos custa.

e, por falar em boas práticas,


é de todo aconselhável que se faça a manutenção necessária a este pequeno espaço verde para que, continue verde. Não sei a quem pertence a responsabilidade da referida manutenção mas, todos agradeceríamos que a relva voltasse a ser relva, o mobiliário urbano que ali não pertence, fosse retirado, o candeeiro acidentado, reparado, etc., etc.

É que tal como está, apenas dá razão à senhora que lá estaciona o jeep. Sempre serve para alguma coisa.

civismo e boas práticas

Conheço e experimento as dificuldades de estacionamento nesta Aldeia. Sei das diligências que a Junta de Freguesia tem feito no sentido de encontrar resposta para o problema. Vivemos todos as mesmas dificuldades e nisso somos iguais. Já no civismo, na educação, na estima do património colectivo, alguns são mais iguais, a si mesmo.

A mim não me passaria pela cabeça, nem o faria em circunstância alguma, o que esta cidadã fez para resolver o seu problema de estacionamento. Abandonar o veículo dentro do pequeno e único local ajardinado da freguesia. A falta de respeito pelas mais elementares regras de civismo, respeito pelos outros e pela propriedade colectiva, demonstra a insuportável idade civilizacional em que alguns ainda se encontram.

É claro que, futuramente, e se o acto se repetir, lá teremos de apelar a quem de direito para que faça cumprir o que a boa educação aconselha, e as boas práticas estipulam.

O que está em causa

Diria que o Poder de proximidade (Câmaras e Juntas de Freguesia), estão tão longe do cidadão comum quanto o governo central, desfasado das grandezas e misérias dos anónimos que diariamente labutam e repartem com o Estado e à sua mesa, o resultado do seu trabalho.

Quem olha para Estarreja, identifica imediatamente dois potenciais clusters geradores de emprego e riqueza. O parque industrial, e a agricultura subsistente nos terrenos do Baixo Vouga, na sua maior parte e infelizmente, abandonados.

No que diz directamente respeito à vida dos cidadãos, o executivo camarário em exercício, tem mandado pintar uns muros e tapado uns buracos nas ruas. Por sua vez, as Juntas de Freguesia, têm ampliado os cemitérios locais. É tudo.

De estrutural à comunidade, nada. As hipóteses de instalação de grandes empregadores como o IKEA, por uma ou outra razão, acabam invariavelmente noutras paragens. Instrumentos fundamentais para a nossa vida, tais como um PDM que permita desenvolvimento e valorize a propriedade, são tratados com o desleixo que nem oito anos de mandato, conseguiram ultimar. A pouca agricultura subsiste apenas na teimosia de uns poucos proprietários que insistem em não abandonar os terrenos às silvas. A produção leiteira está moribunda e mesmo uma potencial riqueza concelhia, a carne da raça autóctone Marinhoa, não entra nos circuitos comerciais. Um bezerro Marinhão, vale menos do que um cão de raça.

Isto porque os órgãos do Poder, estão completamente desfasados e alheados da realidade e de todo, afastados da vida e dos cidadãos. Promovem festas e construções de duvidoso interesse, enquanto vão empenhando os contribuintes e alienando todo o bem público que possa ter valor, como é o caso da venda das águas do Concelho à ARA.

Do alto do seu Olimpo, o Poder vai anunciado os apoios à agricultura, as linhas de crédito bonificado, as alterações legais à produção e o mundo sem fim das burocracias. Na vida real, tal, nada significa. Em muitas destas freguesias rurais, nem um só agricultor conhece os ditos anúncios, nem um só, sabe como enfrentar a tempestade burocrática subjacente, onde ou a quem se dirigir.

Se os órgãos do Poder próximo estivessem vocacionados para servir e desenvolver o que é importante para as nossas vidas, nos interregnos das festarias e passeios, disponibilizariam meios e recursos, técnicos e humanos, para a formação profissional de agricultores e produtores de gado, nas respectivas áreas de cultivo e criação, fomentando e modernizando estas actividades. Criariam os apoios necessários à ultrapassagem das condicionantes burocráticas, conduziriam quem apenas sabe semear ou criar, ao acesso aos fundos de apoio, ao conhecimento, às inovações introduzidas no mundo rural.

Mas não. Deixamos a riqueza escapar-se-nos imbecilmente por entre os dedos, alegre e irresponsavelmente pulirando de festa em festa, de eleição em eleição. Dos derradeiros oito anos de gestão autárquica, em Estarreja, de real valor para a vida dos cidadãos, pouco ou nada fica, para além da tinta que a chuva lava nos muros e desaparece no chão. Estão passados e perdidos, mais oito anos das nossas vidas.

O que está em causa em cada eleição, não é o circo partidário ou sequer, a personalidade candidata. O que está em causa, é a vida real de cada um de nós e as condições em que viveremos o próximo período. No dia seguinte a cada eleição, a festa acabou. O que fica é o emprego que se tem ou não, o salário que nos permite ter uma vida digna ou não, os impostos que nos asfixiam, ou não.

Partidos e candidatos são-me indiferentes. Apenas me interessa o que se propõem fazer para melhorar a minha vida, a minha terra, o meu país. O PSD e o seu candidato a Estarreja, no momento que escrevo estas linhas e a quatro semanas das eleições, aos eleitores, disseram nada. Uma palavra, uma ideia, um programa. Nada. Um total desprezo pelas nossas vidas, uma irresponsabilidade intolerável, inadmissível e inaceitável. Muito mais do que querelas partidárias, futuros políticos ou profissionais dos profissionais da política, a única coisa que se joga e está em causa, é a vida de cada um de nós. E a vida, essencialmente, não se faz de inaugurações pífias e apressadas, em vésperas de eleições, e muito menos, da distribuição de bonés e esferográficas.

Um programa de governo, é algo demasiado importante para que não seja apresentado com o tempo necessário ao seu estudo e discussão. E mesmo que o faça nos próximos dias, será demasiado tarde para a sua necessária e obrigatória dissecação.

Publicado no Jornal de Estarreja de 19/09/2009

sexta-feira, 18 de Setembro de 2009

e.., o programita, sai ou não?

Devo admitir alguma graça nas posições do PSD/Estarreja e particularmente nas de um certo devoto comentador.

O estafado argumento tão ao gosto partidário de que as coisas da justiça compete aos tribunais, visa apenas dar cobertura a indivíduos albergados nas seitas, que com a mesma, estão a contas. A questão, é que quando se trata de cargos públicos, não é admissível a mínima suspeita, uma só mancha no cadastro, um só mal entendido e, ponto. A generalidade dos eleitores pode admitir Fátimas e Isaltinos. Eu, não!

O devoto comentador, deveria estar a discutir o programa para Estarreja do partido em que milita, uma agremiação que aqui representa o que de pior a política pode albergar. O vazio de se propor a eleições sem apresentar em tempo útil, qualquer programa, a indecência de ir a votos confiado no analfabetismo reinante, a ignominia de confundir o dever de apresentar propostas para o nosso futuro, com o passear idiotas a três dias das eleições, que vendem o seu voto livre e responsável, por duas sardinhas e um caldo-verde, o que sempre fica mais barato do que os 25 euros que compram outros votos.

Discutir a casa do candidato ou a culpa do doutorado em caligrafia, quando se devia estar a pensar a vida nos próximos quatro anos, é apenas e somente, a consequência da bovinidade reinante.

quinta-feira, 17 de Setembro de 2009

honestidade intelectual

A continuar assim, a página do Melhor Caminho, arrisca a tornar-se num fenómeno do bom humor. Percebe-se que não servirá para qualquer outra coisa que não destilar pequenos venenos, desculpar-se, e tornar pública a pequenez intelectual de gente minúscula que ainda nada percebeu do que interessa na vida.

Projectos, ideias, compromissos com os eleitores, não me parece que venham a passar pela dita. O post sobre o doutorado doutor Braga, é uma pérola.

Ao que se diz, o homem está acusado de falsificar a assinatura de um cliente, e tem julgamento marcado para Novembro. A coligação entende que é uma manobra eleitoral que visa prejudicar a candidatura.

No fim de contas, é mais um Preto e provavelmente um motivo de orgulho para o PSD/Estarreja que assim pode proclamar: - Também temos o nosso Preto! Se os Lisboetas pensam que Estarreja é uma aldeola de rústicos calçados com botas sujas de bosta de vaca, estão bem enganados.

E no fim de contas, um gajo na AM com jeito para a caligrafia – pouco, pelos vistos – pode sempre vir a dar imenso jeito.

Agora o que é verdadeiramente estranho é que o candidato Eduardo Matos dê cobertura a tal merda. A honestidade intelectual, lembram-se?

quarta-feira, 16 de Setembro de 2009

saúda-se

a entrada do Melhor Caminho na era das novas tecnologias. Um pouquito atrasado mas, mais vale tarde que nunca.

Os assuntos dos primeiros posts é que são lamentáveis, ainda que não surpreendentes já que vão na linha das grandes preocupações do candidato. A conversa da treta e a elevação discursiva.

Tinha alguma esperança de que nos viesse falar do seu programa de governo para os próximos quatro anos. Não desespero. Ainda faltam 24 dias e, até ao lavar dos cestos, é vindima.

Agora quanto ao passeio, já nem vou discutir a significância social do acto. O que qualquer cidadão pode esperar no fim da sua vida, é que o Estado tenha sabido criar as condições necessárias para que, pela força do seu trabalho, possa ter amealhado o necessário para viver digna e como lhe apeteça, os seus últimos anos. Roubar-nos o fruto do trabalho e esmolar-nos no fim da vida, é uma indignidade.

Levar os velhos a passear a 3 dias de eleições, cheira a tráfico de influências mas, como vai quem quer, corrompe-se quem vai. Agora o que é certo, é que o voto corrompido não ajuda a sair deste ciclo de miséria em que o país afundou.

o melhor caminho

"Vem por aqui" - dizem-me alguns com olhos doces,
Estendendo-me os braços, e seguros
De que seria bom que eu os ouvisse
Quando me dizem: "vem por aqui"!

Eu olho-os com olhos lassos,
(Há, nos meus olhos, ironias e cansaços)
E cruzo os braços,
E nunca vou por ali...

A minha glória é esta:
Criar desumanidade!
Não acompanhar ninguém.
- Que eu vivo com o mesmo sem-vontade
Com que rasguei o ventre a minha Mãe

Não, não vou por aí!
Só vou por onde
Me levam meus próprios passos...

Se ao que busco saber nenhum de vós responde,
Por que me repetis: "vem por aqui"?

Prefiro escorregar nos becos lamacentos,
Redemoinhar aos ventos,
Como farrapos, arrastar os pés sangrentos,
A ir por aí...

Se vim ao mundo, foi
Só para desflorar florestas virgens,
E desenhar meus próprios pés na areia inexplorada!
O mais que faço não vale nada.

Como, pois, sereis vós
Que me dareis machados, ferramentas, e coragem
Para eu derrubar os meus obstáculos?...
Corre, nas vossas veias, sangue velho dos avós,
E vós amais o que é fácil!
Eu amo o Longe e a Miragem,
Amo os abismos, as torrentes, os desertos...

Ide! Tendes estradas,
Tendes jardins, tendes canteiros,
Tendes pátrias, tendes tectos,
E tendes regras, e tratados, e filósofos, e sábios.

Eu tenho a minha Loucura !
Levanto-a, como um facho, a arder na noite escura,
E sinto espuma, e sangue, e cânticos nos lábios...

Deus e o Diabo é que guiam, mais ninguém.
Todos tiveram pai, todos tiveram mãe.
Mas eu, que nunca principio nem acabo,
Nasci do amor que há entre Deus e o Diabo.

Ah, que ninguém me dê piedosas intenções!
Ninguém me peça definições!
Ninguém me diga: "vem por aqui"!
A minha vida é um vendaval que se soltou.
É uma onda que se alevantou.
É um átomo a mais que se animou...
Não sei por onde vou,
Não sei para onde vou,
- Sei que não vou por aí!

Cântico Negro - Miguel Torga

estou indeciso quanto ao voto

Se por um lado admiro a forma como o encerramento do Jornal da TVI arquivou o caso Freeport, aterro da Cova da Beira e umas outras estórias mal contadas, a verdade é que os lapsos de memória do arguido Dias Loureiro que não se lembra de como enriqueceu ou, daquele outro indiciado, o Preto, são igualmente merecedores de grande regozijo e admiração.

Aliás, a elegância com que PS e PSD não falam destes casos, um acordo tácito tipo, não falas das minhas vigarices e eu não falo dos teus roubos, deixa um gajo pouco à-vontade para os mandar a ambos, p´ró caralho.

a campanha negra está de volta,

logo agora que o Zézito tinha declarado o fim da crise, e escondido o Gordo, lá vêm a maledicência outra vez.

irremediavelmente

Num país com uma carga fiscal imoral, e salários miseráveis, as fantasias pagam-se. Ora venham lá as novas auto-estradas, aeroportos, TGV’s, rotundas e piscinas, os novos desempregados, os novos pobres, os novos dependentes das ajudas do Estado e, finalmente, todos seremos irremediavelmente, pobres.

Como diria o da Madeira, fuck you!